Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,52 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,66 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,50 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 184,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,54 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 159,02 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.185,88 / t
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Pecuária

Pecuária brasileira na mira da CoP-15

Metade das emissões de gases de efeitos estufa do BR vem da pecuária. Abertura de novas pastagens responde por 75% da área devastada na Amazônia.

O rebanho bovino brasileiro emite anualmente quase metade de todos os gases causadores do efeito estufa no Brasil. E a abertura de novas áreas de pastagens responde por 75% da área devastada na Amazônia e por 56,5% no Cerrado do país, estima um estudo inédito coordenado pelos pesquisadores Mercedes Bustamante (UnB), Carlos Nobre (Inpe) e Roberto Smeraldi (Amigos da Terra).

O levantamento, a ser divulgado amanhã (12/12) na conferência sobre mudanças climáticas em Copenhague, aponta para o “potencial” de redução de emissões pela pecuária nacional. Essa concentração das emissões do País num único segmento seria, segundo os pesquisadores, “a mais importante” oportunidade de mitigação no Brasil.
“Devemos caminhar para uma agricultura integrada ao ambiente tropical, científica e tecnológica, que aumenta sua eficiência, diminui seu impacto ambiental, inclusive em emissões”, diz o climatologista Carlos Nobre. As opções de mitigação pelo setor “não implicam o corte na produção atual” e podem ser compatíveis com a “elevação moderada” da produção. A compensação ambiental poderia ser feita via redução do desmatamento, eliminação do fogo no manejo de pastagens, recuperação de áreas e solos degradados, regeneração da floresta secundária, redução da fermentação entérica e implantação do sistema misto de integração lavoura-pecuária.

A pesquisa avalia as três principais fontes de emissão do setor: desmatamento para formação de pastagem e queimadas da vegetação derrubada, além de queimadas de pastagem e fermentação entérica do gado (o chamado “arroto” do rebanho). O estudo não considera, porém, emissões de solos de pastagens degradadas, da produção da ração, de grãos, do transporte e dos frigoríficos. Os cálculos seriam assim “conservadores”, pois não foi computado ainda o desmatamento fora da Amazônia e do Cerrado.

O estudo, assinado por dez cientistas, diz que as emissões da pecuária bovina caíram para 813 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente no ano passado, de 1,09 bilhão de toneladas em 2003. A emissão total associada à pecuária na Amazônia passou de 775 milhões de toneladas de CO2 a 499 milhões. No Cerrado, o volume foi de 231 milhões de toneladas a 229 milhões. Nas demais regiões do país, as emissões passaram de 87 milhões a 84 milhões.

O trabalho científico avalia que a alteração no cenário das emissões deve incluir o fim da impunidade nas grilagens de terras da União na Amazônia e a aplicação do decreto de crimes e infrações ambientais. “Há uma relação clara entre essa impunidade, a especulação fundiária desenfreada e a degradação das florestas, especialmente na Amazônia”, afirma. A implantação de grandes frigoríficos seria o “principal motor” da expansão descontrolada e sem precedentes da atividade pecuária.

“A sustentabilidade econômica da indústria da carne requer drástica queda em carbono-intensividade”, diz Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra.

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