Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Soja no Mato Grosso

O grupo formado por produtores de soja de Alto Araguaia (MT) somou forças, mas crise o desabilitou.

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Redação (13/11/2008)- A turma era boa. Tinha o Neguinho da Rondofertil, o Paulo, o Guiomar, o Tonico do Nonda. A idéia também era boa. O grupo formado por produtores de soja de Alto Araguaia (MT) somou forças, quatro safras atrás, para aumentar o poder de barganha na compra de insumos. Conseguiam descontos de até 30% em compras que, sozinhos, eles não conseguiriam. 

Era o Grupo do Paraíso e tinha 23 produtores. Passaram-se três safras de problemas variados. Uma hora foi um ataque mais forte da ferrugem asiática, uma das doenças que mais causam perdas à sojicultura. Uma outra hora o endividamento cresceu por conta da queda do preço do grão. Em outra, caso da safra 2008/09, o crédito minguou. 

O Grupo do Paraíso também minguou e restaram quatro produtores. O poder de fogo que existia na negociação dos insumos não debelou as dificuldades para o pagamento de dívidas ou a obtenção de financiamento. 

A maioria arrendou terras e só acompanha a safra como espectador. "Muita gente não agüentou a pressão. Desde o ataque mais forte da ferrugem, três anos atrás, os problemas se acumularam", diz Guiomar Borges de Carvalho, um dos ex-membros da associação. "E no Estado está assim. Tem gente fazendo compromisso que não sabe se vai conseguir pagar. O produtor planta para tentar fazer dinheiro para quitar dívida que ficou para trás, mas a cada ano ele está cavando mais o buraco". 

Em safra de dificuldade o movimento se repete. Quem tem mais poder de fogo arrenda terras de produtores de menor porte, que têm menos capacidade de negociar com os financiadores – no caso de Mato Grosso, principalmente as tradings e as fabricantes de fertilizantes e defensivos. 

Há cerca de 6 mil produtores de soja em Mato Grosso. Nos últimos três anos, esse número foi reduzido em 10%, de acordo com estimativa apresentada em julho pela Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja). A concentração tem também marcado a safra 2008/09. O raquitismo do Grupo do Paraíso é a parte que explica o todo. 

"A concentração preocupa. Produtor grande tem arrendado cada vez mais terra para obter mais crédito, mas é possível que, em algum momento, eles não consigam pagar todos os financiamentos", avalia Marcelo Duarte Monteiro, diretor executivo da Aprosoja. "Não vai ser surpresa se, em breve, alguns começarem a quebrar".

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