Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,97 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 199,06 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 171,38 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Com os dias contados

Os desafios da competição entre energia e alimentos foi o mote da palestra de André Nassar, diretor geral do Instituto Icone, no 8o Seminário Internacional de Suinocultura.

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Redação SI (28/08/2008) – A competição entre alimentos e biocombustíveis é passageira. Em médio prazo, a pressão que a produção de energia limpa exerce sobre os preços dos alimentos tende a desaparecer.

Isso não significa, no entanto, que os preços agrícolas vão cair nos próximos anos. Eles atingiram um novo patamar e devem permanecer elevados por conta do aumento dos custos de produção, sobretudo dos fertilizantes.

De agora em diante, os preços das commodities agrícolas passam a acompanhar a cotação do petróleo. A conexão entre ambos os mercados é cada vez mais estreita e deve se intensificar nos próximos anos. “A forte conexão entre a produção agrícola e o preço do petróleo alçou os preços dos grãos a um novo patamar. Com os custos de energia em alta a tendência é que os preços agrícolas mantenham-se firmes por um bom tempo”, afirma André Nassar, diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).

Demanda forte – De acordo com Nassar, tanto a oferta de etanol de milho nos EUA quanto a de biodiesel na Europa estão no limite. O impacto destes dois biocombustíveis na formação dos preços dos alimentos deve inibir o aumento de sua produção. “O programa de etanol dos EUA chegou ao seu teto e não deve haver aumento da demanda de milho para produção de biocombustível”, pondera.

O programa europeu de biodiesel também está no seu limite, afirma o especialista. “Os europeus estão começando a se dar conta de que seu modelo não é sustentável economicamente. Então eles não vão deixar a mistura de biodiesel aumentar, basicamente para não puxar ainda mais os preços agrícolas para cima”, afirma.

O fato é que tanto na Europa quanto nos EUA a demanda por combustíveis limpos é crescente. Na União Européia, embora o uso de matérias-primas pouco eficientes, não sustentáveis e competidoras com os alimentos seja alvo de severas críticas, ainda é crescente a demanda por óleos vegetais para biodiesel.

No continente as taxas de importação em vigor favorecem a importação de oleaginosas e inibem a de etanol. Segundo Nassar, a questão que se impõe no caso europeu é se o etanol vai ganhar importância num mercado cuja frota de carros é voltada para o uso do diesel.

Os EUA vivem situação é semelhante. Para se ter uma idéia, há dois anos a produção americana de milho para etanol foi de 54 milhões de toneladas. Já em 2007, esse número saltou para 79 milhões e, para este ano, a previsão é de um cultivo de 102 milhões de toneladas para esta finalidade. Nos EUA, as importações de etanol ainda são marginais por conta de tarifas muito elevadas. “A questão central aqui é: os americanos vão reduzir a tarifa de importação do etanol para conter os altos preços dos grãos?”, indaga Nassar. Segundo ele, a cotação do milho no mercado mundial vai depender da tarifa imposta pelos EUA à importação de etanol. Se o governo americano reduzir o imposto, o preço do cereal cai. Caso contrário, não.

Para o diretor do Icone, o Brasil reúne todas as condições para tornar-se um fornecedor mundial de etanol. “Para tanto, porém, o Brasil terá que comprovar no mercado internacional a sustentabilidade ambiental e social de seu etanol”, afirma Nassar.

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    R$ 128,12
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    Grande São Paulo (SP)
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    R$ 1.156,90
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