A denúncia foi feita na Câmara Federal pelo deputado Vitor Penido, do Democratas de Minas Gerais.
Deputado denuncia fraude na venda de frangos congelados
Redação AI (04/07/07) – O comércio de frango congelado com excesso de água tornou-se uma prática comum e os responsáveis continuam impunes. A denúncia foi feita na Câmara Federal pelo deputado Vitor Penido, do Democratas de Minas Gerais. Ele critica a morosidade do Ministério da Agricultura no combate às fraudes.
O deputado explica que alguns abatedouros chegam a utilizar equipamentos para injetar água diretamente na carne da ave. Normalmente após o abate, a ave é escaldada para facilitar a retirada das penas e, por conseqüência, perde líquidos. As fraudes, segundo ele, ocorrem no momento em que o animal é reidratado.
"O consumidor brasileiro hoje está comprando uma grande quantidade de água temperada com preço de frango. Essa é que é a grande verdade. Chega ao absurdo de em algumas marcas de frango termos aí mais de 40% de água no produto. Infelizmente, os órgãos que deveriam estar fiscalizando e até mesmo cancelando ou multando essas marcas, nada têm feito em defesa do consumidor".
Leia também no Agrimídia:
- •Preços do frango reagem em abril, mas seguem abaixo dos níveis de 2025, aponta Cepea
- •Bahia consolida liderança na avicultura do Nordeste com avanço na produção e projeção de crescimento
- •Gastos globais com defesa somam US$ 2,9 trilhões enquanto relatório aponta subfinanciamento da saúde animal
- •JBS fatura US$ 21,6 bilhões no 1T26 e cresce 11% na comparação anual
A legislação permite adição de água pelos frigoríficos até o limite de 6% do peso do animal. O Ministério da Agricultura alega ter feito um acordo com o Ministério Público Federal para apuração da responsabilidade civil e criminal dos fraudadores e também para aumentar em até 10 vezes o valor das multas. Para o democrata, no entanto, a ação não foi suficiente.
Vitor Penido informa que o ministério chegou a ser cobrado judicialmente, em 2005, a apresentar a relação de empresas que excediam este limite. Segundo o relatório, entre 2003 e 2004, cerca de 90 empresas, inclusive as maiores do mercado, adotavam essa prática.
Segundo projeções de entidades ligadas à avicultura, em 2015 a carne de frango será mais consumida do que a carne bovina, atingindo cerca de 39 kg por pessoa. Entre 1995 e 2005, consumo do produto no país cresceu 51%.























