Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Orçamento da Agricultura recua para R$ 817 milhões

Quem quer que seja o novo ocupante do Ministério da Agricultura, vai precisar de muita força política nos bastidores do governo para reverter a situação de penúria financeira a que está submetida a Pasta em 2007.

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Redação (19/03/07) – Levantamento inédito do governo mostra que o orçamento do ministério sofreu corte de 44,5% sobre o volume de recursos aprovados em lei pelo Congresso Nacional. Se considerada a estimativa original do orçamento enviada pelo governo ao Congresso, o bloqueio chega a 13,2%. Dos 1,47 bilhão garantidos ao ministério pelos parlamentares em 2007, sobraram R$ 816,7 milhões – o orçamento original era de R$ 940,7 milhões. "Ministro nenhum sobrevive. Se não tiver apoio político e ajuda das entidades do setor, não vai conseguir fazer nada", diz o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR). 

Em 2006, o corte foi de idênticos 44,5%. Dos R$ 1,22 bilhão reservados pelo Congresso, R$ 679,5 milhões acabaram autorizados pela equipe econômica – originalmente, o governo previa dotação de R$ 827,8 milhões, volume 17,9% superior ao efetivamente disponível. 

A análise dos dados mostra algo ainda mais grave: as principais prioridades do Ministério da Agricultura foram relegadas pelo governo. A defesa agropecuária, por exemplo, terá R$ 127,4 milhões para atender a todas as suas ações, que vão desde a manutenção e equipamento da rede federal de laboratórios até o combate e prevenção a doenças como febre aftosa, gripe aviária, peste suína e Newcastle em frangos. A tesourada significa uma redução de 35% sobre o projeto de lei original do governo de R$ 195,3 milhões e de 52% sobre os R$ 265 milhões aprovados pelo Congresso. 

Símbolo da nova política agrícola elaborada pelo governo para o setor, o seguro rural tem a garantia de apenas R$ 20 milhões para subsidiar as apólices contratadas pelo produtores rurais. O instrumento sofreu um corte de 55,5% sobre a previsão original de R$ 45 milhões e de 80% dos R$ 99,5 milhões destinados pelos parlamentares. "É uma imprudência muito grande do governo. É preciso rever isso urgentemente. Vamos tentar ajudar de qualquer maneira", afirma o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. 

A gravidade do caso não pára por aí. Dos R$ 816,7 milhões autorizados pela equipe econômica, o ministério dispõe efetivamente de R$ 489 milhões. Isso porque o volume total disponível embute R$ 243 milhões em recursos reservados para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Por lei, esse dinheiro da pesquisa não pode ser bloqueado. 

Além disso, há R$ 322 milhões inscritos em "restos a pagar" de 2006. São recursos liberados, mas não gastos em 2006, que precisam ser honrados neste ano. A soma também exclui as despesas obrigatórias com servidores e pessoal terceirizado e as despesas com o funcionamento da máquina, como contratos. Como as contas a vencer em 2007 somam um total R$ 846 milhões, o Ministério da Agricultura trabalha até o momento com um déficit de R$ 327 milhões. 

A equipe econômica pode elevar a autorização de gastos para este ano. E para isso serão necessárias rodadas de negociação interna, já que todos os ministérios tiveram corte de verbas e disputam o mesmo orçamento. A Agricultura foi uma das mais prejudicadas pelo corte linear entre as 34 Pastas. Pior do que a Agricultura, só Turismo, Cidades, Esporte, Integração Nacional e o próprio Planejamento. Desses, apenas Cidades tem orçamento superior ao autorizado para a Agricultura. 

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