Onda de Frio: Saiba Mais Sobre o Fenômeno que Atingirá o Brasil nos Próximos Dias

A partir desta quinta-feira, 8 de agosto, o Brasil será atingido pela onda de frio mais forte do ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica geadas amplas, possíveis episódios de neve e chuva congelada, além de temperaturas até 5°C abaixo da média para o período em várias regiões do país, com duração de três a cinco dias.
A onda de frio, fenômeno meteorológico caracterizado por uma massa de ar polar que provoca queda acentuada nas temperaturas, trará impactos significativos em Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em São Paulo, por exemplo, as mínimas podem alcançar entre 7°C e 8°C no domingo, 11 de agosto. A especialista Desirée Brandt, meteorologista da Nottus Consultoria, ressalta que a intensidade e o alcance da onda de frio são os fatores determinantes, e não a sua durabilidade.
Esta segunda onda de frio de 2024, embora mais curta, será mais intensa do que a registrada entre junho e julho. A expectativa é de que o ar polar avance de forma continental, atingindo diversas regiões do Brasil, com destaque para o Sul e Sudeste, onde há maior risco de geada e até mesmo de neve.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura
O fenômeno é desencadeado pela formação de um sistema frontal, composto por um ciclone localizado na Costa do Uruguai, que favorece a nebulosidade e o risco de chuva, seguido pela propagação do ar frio.
Quanto ao restante do inverno, que se estende até 22 de setembro, é previsto apenas mais um episódio de frio significativo antes da chegada da primavera. Segundo os modelos climáticos, a próxima onda de frio, prevista para o início de setembro, não será tão intensa quanto a atual. A meteorologista explica que estamos em um período de neutralidade climática, após o fim do El Niño, aguardando a possível formação do La Niña no final do ano, o que influencia o comportamento das temperaturas durante o inverno.























