Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,72 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,71 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.578,12 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.493,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
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Economia

Desafio para as Cadeias de Produção Animal – por Fabiano Coser

Desafio está relacionado aos requisitos relacionados com o terceiro e quarto grandes vetores de mudança, que tratam de valor adicionado e novas demandas dos consumidores.

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Desafio para as Cadeias de Produção Animal – por Fabiano Coser

No último sábado (21/03) o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Assuntos Corporativos da BRF para a região asiática, Marcos Sawaya Jank, sediado em Cingapura, escreveu artigo para Folha de São Paulo sob o título O que o Mundo Espera do Agronegócio? analisando o papel do Brasil no mercado internacional de produtos agrícolas e questionando se o país está conseguindo “entender e atender as expectativas de nossos consumidores finais” ou apenas tem se destacado como um grande fornecedor de commodities. Jank elencou quatro grandes vetores que puxam a demanda do agronegócio mundial.

Segurança Alimentar (food security) como preocupação dos países pobres, populosos, que demandam comida barata e oferta acessível de alimentos, casos encontrados na Ásia e África. Neste caso as palavras de ordem são produtividade, alto rendimento, aumento das escalas e redução das barreiras comerciais. Neste segmento o Brasil tem papel de destaque. O segundo grande vetor está relacionado à Segurança do Alimento (food safety), onde um número crescente de países está mais preocupado com a qualidade dos alimentos do que com a quantidade produzida, com interesse em temos como sanidade, certificação e rastreabilidade. Este campo é ainda pouco explorado pelo agronegócio brasileiro e tem a China como maior destaque segundo o autor. 

O terceiro vetor está relacionado à segmentação e variedade de produtos, criação de marcas globais, conveniência, etc. e a palavra de ordem é “valor adicionado”. Neste grupo estão os países de renda média da América Latina, Leste Europeu e alguns asiáticos. No último grande vetor estão os consumidores de maior renda, dos países mais ricos, que se preocupam com “novas demandas” como é o caso de alimentos produzidos próximos à região de consumo, com mínimo impacto ambiental e menor uso de tecnologia como orgânicos, sem antibióticos, sem transgênicos, sem instalações fechadas. Exigências que costumam elevar o preço do produto. O autor finaliza deixando a questão de se o Brasil além de relevante papel no suprimento global de commodities vem se organizado para aproveitar todas estas oportunidades.

No segmento de proteína animal, mais especificamente no de carnes, arrisco-me a dizer que estamos muito bem posicionados no primeiro grande vetor, de produção em larga escala, com alta produtividade e preços acessíveis. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango, e o quarto maior exportador global de carne suína. No segundo vetor, onde rastreabilidade, certificação e sanidade são o foco da produção também temos avançado a passos largos. O próprio processo de internacionalização de empresas brasileiras e o aumento da participação do país no mercado internacional de carnes tem propiciado uma curva de aprendizagem de grande relevância para os produtores brasileiros. 

O grande desafio para as cadeias de proteína animal brasileira está relacionado aos requisitos relacionados com o terceiro e quarto grandes vetores de mudança, que tratam de valor adicionado e novas demandas dos consumidores. A variedade e a conveniência associados à carne e seus derivados industrializados ainda tem um grande caminho a ser percorrido pela indústria nacional, seja para atendimento ao mercado doméstico ou externo. Também temos um grande desafio em relação às novas demandas, como é o caso do bem-estar e o uso racional de antibióticos na produção animal, amplamente debatidos e com cada vez mais impacto no diálogo entre o setor produtivo e os consumidores.

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