A Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promoveu audiência pública para discutir o 5º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU.
Comissão de Meio Ambiente debate relatório da ONU sobre mudanças climáticas

A Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promoveu ontem (11/12) audiência pública para discutir o 5º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no início de novembro.
O evento foi solicitado pelo deputado Sarney Filho (PV-MA). Segundo ele, “o documento, infelizmente, aponta para uma situação extrema de urgência ambiental, evidenciando que a emissão dos gases do efeito estufa tem aumentado em função do crescimento econômico e populacional, alcançando níveis sem precedentes nos últimos 800 anos, desde a era pré-industrial”.
O relatório sintetiza as conclusões dos três grandes dossiês apresentados pelo grupo de cientistas nos últimos doze meses. Elaborado por mais de 800 cientistas de 80 países, evidencia que a emissão dos gases do efeito estufa tem aumentado em função do crescimento econômico e populacional.
Leia também no Agrimídia:
- •Isenção tarifária americana e aberturas na África reforçam movimento de diversificação de destinos
- •Chicago: Clima nos EUA e dados de biocombustíveis puxam grãos para baixo em dia de correção técnica
- •Peste Suína Africana ressurge na Alemanha e quebra trégua de erradicação na fronteira polonesa
- •Custo do suíno recua em SC, mas alta dos grãos em julho esmaga margem do produtor paulista
Níveis sem precedentes
As mudanças climáticas têm alcançado níveis sem precedentes nos últimos 800 anos, desde a era pré-industrial, mostrando que, apenas entre 2000 e 2010, a produção de energia por queima de combustíveis fósseis, foi a responsável por 47%, a indústria por 30%, o transporte por 11% e as construções por 3% das emissões globais dos gases responsáveis pelo efeito estufa.
Este cenário, segundo o relatório, demanda a tomada de providências extremas e urgentes, com a redução das emissões em torno de 70% até 2050 e o fim das emissões em 2100, objetivando que a temperatura global não supere a casa dos 2ºC.
Situação que levará a sérias consequências em termos de comprometimento com a segurança alimentar, redução da disponibilidade de água potável, potencialização das inundações, deslizamentos, elevação dos oceanos e tempestades, risco de extinção de várias espécies animais e vegetais, dentre outras.
Foram convidados para o debate:
– o coordenador-geral de Operações e Modelagens do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Eduardo Mario Mediondo;
– o pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, José Antônio Orsini;
– o coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe, Jean Henry Ometto; e
– o diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão.























