Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,25 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,55 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,04 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,49 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 224,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 193,77 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 178,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 189,43 / cx
Comentário

Milho “da mão para a boca” – por Odacir Klein

Representantes dos elos da cadeia produtiva do milho, aí incluindo as áreas consumidoras, precisam dialogar entre si e com o governo. Leia artigo exclusivo.

Compartilhar essa notícia
Milho “da mão para a boca” – por Odacir Klein

Ao final do mês de outubro, no 8º Agrimark Brasil, promovido pelo Instituto Universal de Marketing em Agribusiness – I-UMA -, perguntei ao palestrante Gilberto Piccinini, presidente da Cosuel, cooperativa que atua em uma região de pequenos agricultores e que não é autossuficiente na produção de milho pela expressão de suas indústrias nas áreas de avicultura, suinocultura e produtos lácteos, qual era a solução para, em um ano atípico como o corrente, garantir aos associados o fornecimento do mencionado grão.

Ele respondeu que procura garantir o suprimento da demanda com compras feitas antecipadamente das regiões que têm excedentes, principalmente Paraná e Centro-Oeste. Com isto, os demandantes são penalizados com o preço alto, mas não há desabastecimento. É a postura previdente de quem não compra “da mão para a boca”.

Na Avisulat, em Bento Gonçalves-RS, ocorrida na semana passada, ouvi cobranças a respeito da falta de abastecimento de milho, principalmente para avicultura e suinocultura.

Como o evento era organizado por entidades do Rio Grande do Sul, obviamente as análises se referiam principalmente ao referido estado.

Alguns defendiam proibição das exportações de milho.

O consultor Carlos Cogo, detentor de grande conhecimento dos mercados e das políticas públicas, pois já militou em órgãos governamentais, demonstrou que a falta de milho em algumas regiões produtoras de proteínas animais não conflita com as exportações. Algumas áreas do país têm sobras vultosas.

Afirmou ele, categoricamente, que o problema é de logística e que, nas circunstâncias atuais, o Brasil tem necessidade de exportar milho.

Ouso afirmar que a causa é também a insensibilidade das chamadas áreas econômicas do governo, que dificultam ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA – a adoção de políticas que permitam a formação de expressivos estoques públicos para serem tempestivamente movimentados, garantindo o abastecimento, inclusive com práticas que garantam ao pequeno produtor adquirir o grão por preços que não inviabilizem seus custos na produção de animais e seus derivados.

Pleitear, sem profundo conhecimento de causa, a suspensão de exportações é um equívoco, resultante do não aprofundamento da análise setorial e da falta de diálogo, entre os diversos elos da cadeia produtiva e representantes de áreas geográficas do Brasil.

Em termos percentuais, a exportação de milho é bem inferior à de frango.

No momento em que o país passar à adoção de políticas idênticas às de Cristina Kirchner terá sua imagem argentinizada. O comprador internacional de proteínas animais ficará com um pé atrás relativamente aos reflexos da proibição governamental da saída de grãos. A possibilidade de políticas intervencionistas gerará queda de credibilidade nos mercados externos.

De outra parte, conforme afirmou categoricamente o consultor Carlos Cogo, em sua brilhante palestra na Avisulat, não há falta de milho no território brasileiro.

O desabastecimento não é decorrência das exportações e sim da falta de diálogo organizado com o poder público; da pressão apenas no Ministério da Agricultura, quando o problema está em outras áreas governamentais; da ausência de interação entre os elos da cadeia produtiva e da clareza nas reivindicações.

A política de compra “da mão para a boca” é eficaz quando os preços do grão estão baixos. Fora disto, é preciso organizar as compras em regiões carentes, como faz a Cosuel.

É verdade que ao poder público incumbe adotar práticas resultantes de planejamento e existência de normas institucionais que permitam movimentação de safras em território nacional.

Se no corrente ano o Brasil teve 10 milhões de toneladas de estoque de passagem, produziu 72 milhões e o consumo interno foi de 50 milhões, o desabastecimento em algumas áreas não resultou das exportações, embora o volume das mesmas tenha duplicado, comparando-se com 2011.

Quem sabe um dia os representantes dos elos da cadeia produtiva do milho, aí incluindo as áreas consumidoras, sintam que precisam dialogar entre si e com o governo, organizadamente, não apenas em reuniões periódicas e rápidas de câmaras setoriais, mas institucionalizando formas ensejadoras de diálogos constantes e apresentação de propostas sérias e claras.

Embora já tenhamos muitas entidades, a organização para reivindicar é imprescindível.

Por que não pensar em um “instituto” ou algo do gênero, não para acertar preços – pois isto o CADE proibiria – mas visando a discutir normas institucionais e aprovar práticas mercadológicas.

Se ficarmos em um mero pleito circunstancial, poderemos, a pretexto de impedir exportações, nos transformar em importadores de práticas “Kirchnerianas”. 

Por Odacir Klein, advogado e profissional da área contábil. É sócio da Klein & Associados e coordenador do Fórum Nacional do Milho.
www.forumdomilho.com.br

Assuntos Relacionados milho
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,25
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,55
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,87
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,04
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,94
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,75
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,66
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,61
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,85
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 183,01
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 198,61
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 208,49
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 221,27
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 174,02
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,69
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,88
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,93
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.251,49
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.114,33
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 224,54
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 193,77
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 178,31
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 189,43
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341