Setor primário brasileiro deve estar alerta à crise nos países árabes, recomenda especialista. Balança comercial pode ser afetada.
Atenção à crise

O setor primário deve ficar de olho na crise política vivida pelos países do norte da África. Segundo artigo do coordenador científico do Centro de Estudos de Pesquisa Econômica Aplicada (Cepea), Geraldo Barros, os altos preços de alimentos foram relevantes para o surto de revoltas nessa região.
Para ele, o setor no Brasil ainda não sentiu os problemas na exportação de máquinas e alimentos. Mas o pesquisador salienta que, se não houver uma solução rápida da situação, a balança comercial pode ser afetada.
“A gente tem observado que as vendas de carne para o Egito, até agora, parece que não sofreram nenhuma interrupção. Acredito que se houver mais algum tempo, se a crise não atingir uma solução, uma normalização, isso pode atingir o comércio do Brasil com aquelas regiões”, afirma.
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Barros ressalta que, na sequência imediata ao agravamento da crise na Líbia e seus reflexos sobre o preço do petróleo, os mercados de grãos reagiram com forte baixa. Os países árabes representam 6% da balança comercial brasileira. Em 2010, os valores em negociações para a região chegaram a US$ R$ 12 bilhões.























