Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas
Fertilizantes

Vale assume 78,9% da Fosfertil

Vale quebra domínio de Bunge, Mosaic e Yara na Fosfertil e consolida-se no controle daquela que é uma das estrelas dos planos do governo de tornar o BR autossuficiente em fertilizantes.

Compartilhar essa notícia
Vale assume 78,9% da Fosfertil

A Vale seguiu o script previsto por dez entre dez atores da área de fertilizantes e fechou na noite de quarta-feira (10/02) acordo para adquirir as participações direta e indireta da americana Mosaic no capital social da Fosfertil, maior fabricante de matérias-primas para adubos do País. Firmado por US$ 1,03 bilhão, o contrato também prevê a compra, por US$ 50 milhões, de uma planta de processamento da múlti em Cubatão (SP).

Com a participação da Mosaic, de 20,27% (27,27% das ações ordinárias e 16,65% das preferenciais), a Vale passará a deter 78,9% do capital da Fosfertil (99,81% das ações ordinárias e 68,24% das preferenciais), segundo informou a mineradora em comunicado. No fim de janeiro, a Vale acertou a compra da fatia total de 42,3% da Bunge na Fosfertil, por US$ 2,15 bilhões, e também a participação direta e indireta de 15,5% da Yara na fabricante de matérias-primas para adubos, por US$ 785 milhões. Paralelamente, costurou também a aquisição de fatias menores da Heringer e da Fertipar na Fosfertil.

Em menos de 15 dias, portanto, a Vale quebrou a domínio das multinacionais Bunge, Mosaic e Yara na Fosfertil – Heringer e Fertipar são nacionais – e consolidou-se no controle daquela que é, hoje, uma das estrelas dos planos do governo de tornar o Brasil autossuficiente em fertilizantes. Isso por US$ 4 bilhões, fora a já citada planta da Mosaic em Cubatão, um projeto de Yara e Bunge de exploração de fosfato em Santa Catarina e os demais ativos minerais da Bunge Fertilizantes no país, que saíram por US$ 1,65 bilhão.

A Vale informou que, “uma vez concluída a aquisição das participações mencionadas, lançará uma oferta pública obrigatória para comprar as ações ordinárias remanescentes detidas pelos acionistas minoritários da Fosfertil, 0,19% do total, pelo mesmo preço por ação acordado com a BPI [holding que reunia os ativos da Bunge], Heringer, Fertipar, Yara e Mosaic”.

Todas elas continuam a operar no Brasil, mas focadas em mistura e vendas ao consumidor final. Neste mercado a Bunge é líder, com mais de 30%. Mesmo com a venda das participações na Fosfertil, a norueguesa Yara segue como um dos maiores grupos de adubos do mundo. A Mosaic, controlada pela Cargill, também se mantém forte no exterior, enquanto a Bunge preserva, operações em Argentina e Marrocos.

Quando anunciou a venda de suas participações na Fosfertil para a Vale, o CEO da Bunge, o brasileiro Alberto Weisser, admitiu o início de uma nova era de investimentos na exploração de jazidas de fosfato e potássio para a produção de adubos, liderada por grandes mineradoras globais como a Vale e a australiana BHP Billiton. Isso porque as explorações estão cada vez mais caras – dificilmente um novo projeto custa menos de US$ 1,5 bilhão, com cerca de quatro anos para entrar em operação – e as mineradoras, desde que com caixa, precisam se diversificar.

Assuntos Relacionados MAPA
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329