Associações das cadeias de carnes nos EUA defendem o fim do subsídio ao etanol produzido a partir do milho norte-americano.
Sem subsídios ao etanol

Diversas entidades dos Estados Unidos, que representam os principais grupos cárneos [American Meat Institute (carnes), National Turkey Federation (peru), National Chicken Council (frango), National Pork Producers Council (suíno) e National Cattlemen’s Beef Association (boi), na nomenclatura em inglês], querem o fim do subsídio pago aos produtores de etanol até o final do ano, devido aos impactos negativos sobre os seus negócios. A ajuda do governo norte-americano já dura 30 anos.
“Embora apoiemos a necessidade de encontrarmos fontes renováveis e alternativas de energia, acreditamos firmemente a indústria de etanol à base de milho está pronta para operar em condições de igualdade com outras commodities que dependem do milho”, diz o documento feito pelos grupos da carne, enviado à representantes do governo dos EUA. “Favorecer um segmento da agricultura em detrimento de outro não beneficia a agricultura como um todo, tampouco os consumidores que compram nossos produtos”.
Segundo os representantes do setor cárneo, o subsídio pago aos produtores de milho, que utilizam o cereal como matéria prima do etanol, aumentam os custos da ração animal e resulta na perda de empregos e falências em comunidades rurais de toda a América. “Embora tenha havido algum alívio recente nos preços do milho, as cotações atuais de mercado são ainda 50% maiores em relação ao período pré-RFS [padrões de combustíveis renováveis]”, escreveu o grupo.
Veja o documento completo, em inglês, aqui.
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Por outro lado, a Associação de Combustíveis Renováveis dos EUA emitiu o seu próprio comunicado desqualificando os argumentos dos grupos da carne. “O etanol não é a principal força por trás dos preços do milho. Os preços do petróleo, a especulação, o clima, e uma série de outros fatores têm muito mais a ver com o preço do milho do que a produção de etanol”.























