Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Mercado Externo

Japão busca novas fontes de grãos

Os japoneses estão cada vez mais apreensivos na busca por novas fontes de alimentos.

Compartilhar essa notícia

Em Baradero, 140 quilômetros ao norte de Buenos Aires, uma empresa japonesa chamada Gialinks planta soja e milho orgânico, cujo destino será fazer a longa jornada de volta ao Japão. Do outro lado do Atlântico, na África, uma agência japonesa de auxílio financeiro trabalha com sócios de Brasil e Moçambique em um projeto para transformar parte da ampla savana guineense em terras férteis, apropriadas para o cultivo de culturas como soja, milho e algodão.

Embora em continentes diferentes, esses empreendimentos japoneses em terras estrangeiras têm algo em comum: evidenciam a apreensão cada vez maior dos japoneses em sua busca por novas fontes de alimentos, em meio à crescente concorrência de países em desenvolvimento, principalmente a China.

Desde que a China começou a importar soja, em 2000 – depois de se juntar à Organização Mundial do Comércio (OMC) -, as importações chinesas anuais aumentaram de 13 milhões de toneladas para um volume estimado em 50 milhões de toneladas neste ano, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O Japão, que costumava ser o maior importador de soja do mundo, agora precisa concorrer com um país que compra mais de dez vezes as 3,6 milhões de toneladas que recebe por ano. Em consequência, o Japão perdeu boa parte de seu antigo poder de barganha e encontra-se em desvantagem competitiva ante o gigantesco poder de compra da China.

Os compradores japoneses deparam-se com preços cada vez maiores – o que no mercado se conhece como “ágio” do Japão -, segundo executivos das grandes importadoras que dominam o comércio exterior de alimentos no país.

Um executivo do setor diz que os fornecedores preferem clientes que “compram muito do produto, de forma constante e por um bom preço”, ao contrário das empresas japonesas que tendem a comprar pequenas quantias e são exigentes em termos de qualidade e preço.

As empresas japonesas de comércio exterior sustentam que a vulnerabilidade do país está sendo amplificada neste ano, uma vez que a voracidade da China pela soja vem espremendo a oferta.

“Desde o fim de agosto, a soja e o milho para outubro e novembro esgotaram-se por causa das compras da China. Isso é incomum”, afirma Koji Fukuda, que comanda o departamento de grãos de uma dessas empresas japonesas, a trading Marubeni. Portanto, “os que entraram no mercado atrasados, provavelmente tiveram de comprar a altos preços.”

O Japão sente até o impacto da proibição às exportações de trigo da Rússia, mesmo não importando o produto do país. O declínio na disponibilidade de trigo russo aumentou a demanda por milho e soja, para uso em rações, o que elevou o preço desses grãos, segundo Eiryu Sanatani, responsável pela área de segurança alimentar no Ministério da Agricultura do Japão.

Neste ano, um acontecimento ainda mais surpreendente sacudiu o setor agrícola japonês, já que dados do mercado mostraram que a China estava importando mais milho do que o usual. A China importou cerca de 1,3 milhão de toneladas no ano encerrado em setembro, 27 vezes a mais do que no ano anterior, de acordo com o USDA.

Embora ainda não esteja certo se a China continuará a importar milho nesse ritmo, Keiji Ohga, professor de economia alimentar na Universidade Nihon, diz que se acredita que “o que eles fizeram com a soja (…) existe uma grande possibilidade de que eles façam com o milho”. O funcionário de uma trading diz que, se a China se tornar uma grande importadora de milho, o fato poderá ter um “grande impacto” sobre a disponibilidade para o Japão.

“Se a China se tornar realmente séria e começar a comprar terra ou terminais de exportação nos EUA, não sabemos o que acontecerá, pois os terminais de exportação são como as torneiras [que controlam o fluxo de grãos]”, afirmou o executivo.

Apesar da pressão dos preços altos para as tradings japonesas, ninguém está sugerindo que a alta crescente na demanda chinesa ameaçará seriamente a capacidade japonesa de comprar os grãos de que o país necessita, enquanto ele dispuser dos meios financeiros para tanto.

Ohga, por exemplo, acredita que a demanda vinda do setor de biocombustíveis seja uma ameaça maior ao abastecimento do que as compras chinesas de grãos. Reina um amplo consenso, porém, de que a concorrência deverá se acirrar e que Tóquio precisa tomar providências para garantir que tenha uma variedade de opções para obter grãos.

A Marubeni, por exemplo, firmou um acordo recentemente que lhe confere acesso ao trigo proveniente da França – algo que jamais cogitara antes. “A França jamais chegou sequer a ser uma opção [como fornecedora de trigo], mas o país se tornou uma opção devido à mudança da situação no mundo”, diz Fukuda.

Yutaka Hongo, consultor senior da Agência de Cooperação Internacional do Japão, que oferece ajuda ao projeto Moçambique, diz que uma concentração de fornecedores representa a mais “assustadora” ameaça à segurança alimentar. Para ele, embora o projeto Moçambique possa se estender por 20 anos, se o país se tornar um exportador de alimentos, “isso poderá ajudar a segurança alimentar do Japão”.

Assuntos Relacionados
alimentosgrãosjapão
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,28
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 119,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,17
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,60
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,52
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,67
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 158,55
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 166,43
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,45
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,29
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,18
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 167,73
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,31
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.173,45
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.086,74
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 175,87
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 157,65
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,10
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 168,54
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341