Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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SC está otimista com exportação de carne suína para Rússia

Retomada da compra de carne suína de Santa Catarina anima produtores catarinenses e deixa apreensivos criadores gaúchos.

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Redação (19/03/2009) – Criadores de Santa Catarina estão otimistas com a decisão da Rússia de retomar as compras de carne suína do Estado.

Até 2005, quando houve a suspensão das vendas, o Estado era o maior exportador do país, com mais de 60% de participação. Mas casos de febre aftosa no Paraná e no Rio Grande do Sul mudaram a situação do Estado.

A Organização Internacional de Saúde Animal suspendeu o status de área livre de aftosa sem vacinação porque Santa Catarina fazia divisa com o Paraná, onde houve focos da doença. No ano passado, foi instituído o status no Estado.

O primeiro embarque para a Rússia ainda não tem data. Na próxima semana, técnicos do Ministério da Agricultura do Brasil vistoriarão frigoríficos catarinenses para encaminhar um relatório aos russos. No setor fica a expectativa do fechamento do primeiro contrato.

Entre 2005 e 2008 Santa Catarina enfrentou dificuldades com muita carne no mercado interno e preços baixos. Agora, com a retomada, a indústria espera que a situação mude.

“Saindo a carne que está sobrando, eu sonho que em quatro ou cinco meses o suinocultor comece a ganhar dinheiro novamente com a atividade e as agroindústrias também”, disse Mário Lanznaster, vice-presidente das Agroindústrias de Santa Catarina.

A notícia também animou os criadores. O seu Clair Dariva, que pensava em diminuir a produção de matrizes, mudou de idéia. “Com essa notícia a gente volta para trás e vamos continuar com plantel que temos”, disse.

Nos quase quatro anos em que Santa Catarina ficou proibida de exportar para os russos, o Rio Grande do Sul foi quem mais se beneficiou. As vendas de carne suína dispararam e os preços melhoraram. Agora, com a volta do vizinho aos negócios, os criadores estão apreensivos.

O criador Lírio Lira é um dos maiores produtores de carne suína de Erechim, no norte do Estado. A cada 112 dias, ele entrega ao frigorífico um lote de 250 animais. Recebe pelo quilo vivo do suíno cerca de R$ 1,60. Ele teme que sobre suíno no Estado e que o preço caia.

Segundo os produtores ainda é cedo para falar em futuro. Mas a maioria acredita que se Santa Catarina voltar a exportar o mercado suíno gaúcho perderá espaço. Por isso, será necessário buscar alternativas para comercializar a carne.

A Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul acreditam que há espaço para Santa Catarina e Rio Grande do Sul neste mercado.

“O Rio Grande do Sul é hoje o único exportador para a Rússia. Com certeza, nós não temos todo esse volume que eles necessitam. Nós também não podemos concentrar nossas exportações para um único país. Há outros países para os quais o Rio Grande do Sul exporta. Então, eu acho que a notícia é positiva. Haverá uma concorrência, mas acho que é saudável”, disse Valdecir Folador, presidente da associação.

O Brasil exportou 529 mil toneladas de carne suína em 2008. Quase a metade saiu do Rio Grande do Sul.

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