No Brasil, os maiores estoques de passagem da história (o país terminou a temporada 2007/08 com 11,9 milhões de toneladas) mantêm o abastecimento em níveis confortáveis.
Estoque de milho segue em alta
Redação (7/4/2009) – A quebra da safra paranaense de milho irá reduzir a safra nacional do cereal, mas não deve alterar de maneira significativa o balanço mundial entre oferta e demanda. A frustração das safras brasileira (10% sobre potencial produtivo, segundo a Conab) e argentina fará a produção mundial recuar 0,7% ante o ano anterior, mas, ainda assim, exceder o consumo na temporada 2008/09.
Conforme o USDA, o departamento de agricultura dos Estados Unidos, haverá 787,1 milhões de toneldas do cereal, para um consumo de 773 milhões. Somados os estoques de passagem de 130 milhões, ao final do ciclo atual, o excedente chega a 144,6 milhões de toneladas de milho, recorde desde a safra 2004/05, suficientes para abastecer o mundo durante 68 dias.
No Brasil, os maiores estoques de passagem da história (o país terminou a temporada 2007/08 com 11,9 milhões de toneladas) mantêm o abastecimento em níveis confortáveis. Somando aos estoques a produção da primeira e da segunda safra, a oferta total será de 62,5 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Esse volume seria suficiente para atender a toda a demanda doméstica, a exportação de 8 milhões de toneladas e ainda sobrariam 7,8 milhões de toneladas de milho para o próximo ano”, calcula o analista Eugênio Stefanelo.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de carne de frango batem recorde no 1º trimestre de 2026, apesar de cenário geopolítico adverso
- •Carne suína impulsiona crescimento e atinge novos patamares em Santa Catarina
- •Exportações brasileiras de ovos recuam em março e atingem menor volume desde 2024
- •Mix de sabores: Prime rib de porco com geleia de tucupi, tangerina e nozes
Apesar do consumo mundial de milho estimado para esta temporada ser 0,4% maior que no ciclo anterior, o comércio global cairá quase 25% por causa da crise econômica, conforme o USDA. Com 307,4 milhões de toneladas, os EUA mantêm com folga a liderança no ranking global de produção. China (165,5 mi de t), União Européria (61,4 mi de t), Brasil (49,5 mi de t), México (25 mi de t), Índia (17 mi de t) e Argentina (13,5 mi de t) completam a lista dos principais produtores.





















