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Avicultura em discussão

A sétima edição do Simpósio Técnico promovido pela Acav enfocou novas tecnologias e oportunidades mundiais para o setor avícola. Evento reuniu 300 participantes.

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Bento Zanoni, coordenador do Simpósio.

Redação AI (16/07/2007) – A sétima edição do Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, evento promovido pela Associação Catarinense de Avicultura (Acav) no período de 8 a 10 de agosto, contou com a participação de 300 profissionais do setor avícola que participaram de dez palestras com temas científicos que enfocaram novas tecnologias, ameaças e oportunidades mundiais do setor avícola.

Estiveram em pauta assuntos relacionados ao manejo adequado, segurança alimentar, ambientação para aviários, controle de perdas de aves e doenças ocasionais em emergência, regionalização, entre outros. “O caráter científico dos temas abordados e sua conexão com o mercado mundial foram fortes características deste grande evento”, salientou o coordenador do Simpósio, Bento Zanoni.

Uma das maiores preocupações do setor avícola, na atualidade, é a necessidade de atenção, treinamento e investimentos em defesa sanitária dos plantéis. Na palestra de abertura do evento, o secretário de agricultura e desenvolvimento rural de SC, Antonio Ceron, informou que Santa Catarina aderiu ao Plano Nacional de Prevenção da Influenza Aviária e de Controle e Prevenção da Doença de Newcastle (IN 17). “Foram realizados investimentos em toda a cadeia produtiva, no setor público e privado. O Ministério da Agricultura (MAPA) promoveu auditoria no mês de abril deste ano e a avaliação do sistema de atenção veterinária para a classificação de status sanitário ainda não foi divulgada, porém, tudo leva a crer que SC cumpriu com praticamente todas as exigências. Em Santa Catarina foram antecipados elogios pela equipe de auditoria quanto à estrutura da defesa sanitária animal do Estado, com expressiva valorização da parceria com as agroindústrias”, enfatizou.

Bento Zanoni e Ronaldo Muller

Atenção – Nos últimos seis anos, surgiram graves sinais de alerta na avicultura brasileira em conseqüência de surtos da Doença de Newcastle e especialmente da Influenza Aviária na Ásia, África e Europa. A regionalização é o procedimento que utiliza um país, para definir em seu território subpopulações de status zoossanitário diferenciado para fins de controle de enfermidades e do comércio internacional. Permite, de maneira eficaz em determinadas partes de um país, o livre comércio ou a proibição de determinadas mercadorias na região estabelecida, conforme as disposições do Código Sanitário da OIE.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, SC é o segundo Estado maior produtor de carne de aves e o primeiro exportador brasileiro, com cerca de 800 mil toneladas anuais, representando 30% do volume exportado pelo País, para mais de 140 países. São quase 10 mil avicultores, a maioria em sistema de integração com a agroindústria, empregando 35 mil trabalhadores diretos e 80 mil indiretos.

Comissão organizadora do Simpósio Técnico de Incubação

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