O texto aprovado fixa 2013 como a data limite para eliminar os subsídios à exportação de produtos agrícolas.
Aprovada declaração ministerial da OMC em Hong Kong
Da Redação 19/12/2005 – Os 150 países da Organização Mundial do Comércio (OMC) aprovaram ontem (18/12) a declaração que põe fim à conferência ministerial realizada
O texto aprovado fixa 2013 como a data limite para eliminar os subsídios à exportação de produtos agrícolas e no caso do algodão situa esse prazo em 2006. “A rodada não descarrilou
Leia também no Agrimídia:
- •Síndromes respiratórias, sanidade e cenário global marcam a edição de fevereiro da Revista Suinocultura Industrial
- •Argentina confirma novo surto de Influenza Aviária em granja comercial e reforça alerta sanitário na avicultura
- •A avicultura brasileira e o mercado mundial de carnes no Anuário Avicultura Industrial
- •Reino Unido impõe restrições a importações do Chipre após surto de febre aftosa
Na declaração final que, foi negociada durante seis dias e muitas de suas noites, estabelece-se que “as medidas sobre os créditos à exportação, as garantias desses créditos ou programas de seguros, assim como os das empresas comerciais estatais e de ajuda alimentícia devem estar completadas em 30 de abril de 2006 como parte das modalidades dos acordos”.
O documento também indica que nesse âmbito se deve incluir uma disposição “em favor dos (países) menos avançados e dos países em desenvolvimento que são importadores líquidos de alimentos”. Quanto aos subsídios à exportação de algodão dados pelos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, ficarão eliminados em 2006.
Em matéria de acesso a mercados agrícolas, o documento – elaborado pela Secretaria-Geral da OMC – não determina o teto de produtos especiais aos quais os países em desenvolvimento podem aplicar tarifas mais altas.
Pede de maneira explícita aos negociadores “que assegurem” o mesmo nível de acesso aos mercados para agricultura e bens industriais, algo que era uma das exigências do G-20 e um dos pontos aos quais os mais desenvolvidos resistiam, como a União Européia.
Mais uma vez, os 150 países do órgão multilateral se comprometem com a finalização em 2006 da rodada do Desenvolvimento de Doha, lançada há quatro anos.
Essa rodada comercial quer aprofundar a liberalização do comércio mundial em agricultura, acesso a mercado para bens industriais, serviços e desenvolvimento, e que seus lucros sejam revertidos para os países em desenvolvimento.
No capítulo de desenvolvimento, cujo objetivo é que os benefícios da liberalização sejam revertidos, sobretudo, para as economias mais pobres, a declaração aposta em seguir facilitando o efetivo acesso amercados aos países LDC (os menos desenvolvidos da organização).
O documento confirma o compromisso dos membros para dar aos LDC acesso livre aos mercados, sem cotas nem tarifas, para todos seus produtos.





















