Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Sadia descarta milho transgênico

Apesar de quebra da safra, empresa rejeita produto modificado para evitar restrições no mercado europeu.

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Da Redação 22/04/2005 –  A Sadia, maior exportadora de carne de frango do país, não recorrerá mais a milho ou soja geneticamente modificados para compor a ração de aves ou suínos utilizados para corte. Fontes da empresa admitiram, extra-oficialmente, que a intenção é não melindrar importadores europeus e asiáticos, tradicionalmente avessos aos transgênicos.

A seca que provocou quebra da safra de milho na região Sul do Brasil deverá forçar os frigoríficos a importar milho geneticamente modificado da Argentina, o parceiro comercial mais próximo e com preços mais competitivos. As empresas temem, no entanto, a repercussão do uso de transgênicos na ração. As indústrias solicitaram a importação ao governo, mas se apressam em afirmar que só vão utilizar o produto ””em último caso””.

– As grandes empresas têm uma política bem definida sobre a questão. O que pode ocorrer é os pequenos importarem e o produto ser consumido no mercado interno – afirma Glauco Carvalho, economista da MB Associados.

O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Aristides Voip, diz que, neste caso, as indústrias terão que informar no rótulo que o animal pode ter consumido ração com milho transgênico, conforme a legislação brasileira.

– E, se algum importador exigir, teremos que segregar – afirma Voip.

Os gaúchos solicitaram autorização para importar 500 mil toneladas de milho; Santa Catarina e Paraná pretendem fazer o mesmo. Recentemente, Pernambuco importou 400 mil toneladas. O Ministério da Agricultura deve divulgar os procedimentos de compra na próxima semana.

O pedido é uma precaução caso falte produto no mercado interno devido à quebra de 3 milhões de toneladas no Sul. Ainda assim, as indústrias estão receosas com o uso de transgênicos. Representantes do setor dizem não temer danos à saúde humana ou animal, mas só vão comprar se for estritamente necessário. Eles não acreditam em represálias dos importadores.

– Não existe mercado fazendo a exigência de não-transgênico – diz Claudio Martins, da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef).

– A importação de milho só ocorrerá se o governo não liberar seus estoques de 1,8 milhão de toneladas – diz Rogério Kerber, do Sindicato da Indústria de Suínos do Rio Grande do Sul. No Paraná, a importação só será necessária se houver quebra na segunda safra de milho.

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