Saída de Furlan desacelera profissionalização da empresa.
Mudanças na direção-executiva da Sadia são adiadas
Da Redação 08/05/2003 – Ao contrário do que muitos acreditavam, a saída de Luiz Fernando Furlan da presidência do conselho de administração da Sadia para o Ministério do Desenvolvimento colocou em banho-maria o processo de profissionalização do maior frigorífico do País, iniciado em meados da década de 90. Avesso a entrevistas, Fontana não se pronuncia sobre a mudança de rumo, mas o diretor de finanças da Sadia, Luiz Murat Júnior, tem uma explicação. “Com a ida de Furlan para o ministério, decidiu-se fazer o mínimo de mudanças possível no curto prazo”. Segundo ele, o conselho de administração e o acordo de acionistas preferiram evitar as duas alterações – as saídas de Furlan e de Fontana – num curto espaço de tempo. “O cargo no conselho é muito atuante, por isso não se recomenda mudança na presidência e no conselho ao mesmo tempo”, comenta Murat.
Em setembro de 2002, o diretor-presidente da Sadia, Walter Fontana Filho, informou ao mercado que deixaria o posto neste primeiro semestre, para “reforçar a tendência de profissionalização” da empresa, que é controlada por um acordo de acionistas no qual estão sete ramos da família do fundador Atílio Fontana, além da Fundação Atílio Fontana. Esse “acordo” tem 64,64% do capital da empresa. Mas a última assembléia geral da Sadia, em abril, reconduziu Fontana ao cargo, surpreendendo até mesmo antigos funcionários do grupo.
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