Produtores devem saber: o prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul foi estendido até 15 de fevereiro. Confira os detalhes
Rio Grande do Sul amplia prazo para o plantio da soja até 15 de fevereiro

O Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) comunicou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta quarta-feira (14/1), a ampliação do prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul até o dia 15 de fevereiro.
A medida atende produtores que, de forma excepcional, necessitem realizar a semeadura fora do calendário oficial do Estado. Para isso, será necessário solicitar autorização prévia à Seapi, por meio de formulário on-line disponibilizado pelo órgão.
O calendário nacional de semeadura da soja, definido pelo Mapa para a safra 2025/2026, estabelece o período entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. A solicitação de prorrogação apresentada pelo Rio Grande do Sul foi motivada, principalmente, pelas condições climáticas adversas registradas no Estado e pelo plantio tardio do milho em diversas regiões produtoras.
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Segundo o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, a ampliação do prazo representa uma alternativa importante para os agricultores que enfrentaram dificuldades operacionais. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, destacou.
De acordo com o documento encaminhado ao Mapa, o atraso na implantação das lavouras de milho, em decorrência das condições climáticas, aliado às chuvas ocorridas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, tende a postergar a colheita da cultura em algumas áreas. Esse cenário pode comprometer o calendário da soja cultivada em sucessão ao milho.
Para o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, a prorrogação se justifica em situações específicas. “Esses casos justificam a ampliação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, afirmou.





















