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Embrapa ganha destaque mundial em projeto de restauração do Cerrado

Iniciativa Araticum, desenvolvida com forte suporte científico da Embrapa, foi eleita “World Restoration Flagship” durante a COP17 na Mongólia

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Embrapa ganha destaque mundial em projeto de restauração do Cerrado
A Embrapa alcançou projeção internacional nesta quarta-feira (26) durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia. A rede Araticum – Restauração do Cerrado Brasileiro, que tem a coordenação técnica e científica da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, foi oficialmente reconhecida pela ONU (via PNUMA e FAO) como uma das Iniciativas de Referência da Restauração Mundial (World Restoration Flagship).
O selo internacional consolida a ciência brasileira como líder global e transforma o Brasil no único país a abrigar duas referências mundiais do programa da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas.
O Protagonismo Científico da Embrapa e Metas do Projeto
  • Liderança em pesquisa e difusão: A Embrapa atua diretamente na governança da rede, sendo responsável por criar, validar e difundir os protocolos técnicos de recuperação vegetal para pastagens degradadas, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais em propriedades rurais.
  • Inovação com a “muvuca de sementes”: A Embrapa impulsionou a tecnologia de semeadura direta de sementes nativas em larga escala, permitindo a recomposição de extensas áreas degradadas com custo reduzido e inclusão de mais de 150 espécies (árvores, arbustos e gramíneas).
  • Alcance e monitoramento: Com suporte de ferramentas georreferenciadas da Embrapa, mais de 27 mil hectares já foram mapeados em 9 estados, unindo pesquisa científica a mais de 180 organizações e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas e geraizeiros).
  • Meta para 2030: A ciência aplicada pela Embrapa visa atingir 2 milhões de hectares restaurados no Cerrado até 2030, sustentando o compromisso do Brasil de recuperar 12 milhões de hectares.
Incentivo à Economia do Campo
A tecnologia desenvolvida pela Embrapa vai além da conservação ambiental, criando valor econômico para os produtores rurais. Por meio de sistemas agroflorestais e silvipastoris, a instituição incentiva o cultivo e manejo sustentável de espécies nativas de alto valor comercial, como o araticum, o baru e o pequi, gerando emprego, renda e segurança hídrica.
De acordo com Daniel Vieira, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador da rede, “esse reconhecimento demonstra que a ciência gerada pela Embrapa está alinhada aos grandes compromissos internacionais e às necessidades do produtor rural. Restaurar com fundamentação científica é garantir a viabilidade ecológica do Cerrado, gerar renda para as comunidades e oferecer soluções reais para enfrentar a crise climática global.”
Fonte: Embrapa
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