Consultoria Terra Agronegócio estima uma diferença de R$ 6 por saca em relação
ao produto brasileiro; saca chegaria em torno de R$ 50 devido aos custos de frete
Milho importado dos Estados Unidos ficará mais caro que produto brasileiro

A importação de milho dos Estados Unidos deverá ficar mais cara que o próprio produto brasileiro. A consultoria Terra Agronegócio estima que o custo com frete será o principal entrave na hora da compra e projeta que o valor da saca aumente em R$ 6.De acordo com o analista de mercado Ênio Fernandes, o milho norte-americano chegará aqui no Brasil custando R$ 50 a saca, contra os R$ 44 praticados em Campinas, no interior de São Paulo. “O preço do grão saindo do golfo do México somado ao frete marítimo até o Brasil deve vir numpatamar de R$ 43, se considerarmos a atual taxa de câmbio e cotações na bolsa de Chicago.
Depois disso, ainda temos que incluir os gastos para colocar este produto regularizado aqui dentro e o frete até o interior do estado. No fim das contas esse preço será maior”, calcula. A aprovação para a compra ainda passará por uma avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), já que o milho transgênico não é autorizado a entrar no Brasil. A
projeção da consultoria é que depois dessa aprovação, as agroindústrias tenham o produto em estoque em 40 dias e as granjas em 50 dias.
Fernandes afirma ainda que a importação deverá causar um efeito psicológico no mercado interno, mas que os preços aqui no Brasil não vão cair expressivamente. “Nós vamos começar a colher o milho verão só em março e até lá a demanda brasileira vai continuar”, afirma. Já em Chicago, a notícia chega como um fator de alta nas cotações dentro de um cenário mais baixista, considerando as boas condições da safra dos Estados Unidos. “Imagine o efeito que traz ao mercado internacional o Brasil, segundo maior exportador de milho do mundo, começar a importar o produto. No ano passado as nossas vendas para outros países atingiram quase 35 milhões de toneladas e em 2016 não vão passar de 20 milhões de toneladas. Isso significa que esse mercado que deixamos de atender vai ser transferido para os Estados Unidos, ou seja, eles vão ter que suprir a nossa demanda e a deles”.
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