Programa Mais Alimentos África deve começar oficialmente no segundo semestre do ano.
Cenário positivo para “Mais Alimentos”
Criado para financiar as exportações brasileiras de máquinas agrícolas ao continente africano, o Programa Mais Alimentos África, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, deverá “deslanchar” ainda no segundo semestre do ano. A previsão é de Marco Antonio Viana Leite, coordenador do programa.
No fim de abril, foram publicadas uma resolução e uma circular que regulamentaram o Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) para exportação indireta, o que permite o embarque por meio de uma trading. Antes, a concessão do crédito só valia para as vendas diretas das empresas.
Os países africanos assinam com o Brasil convênios de cooperação técnica e financiamento dos equipamentos. E o governo brasileiro vai pagar a indústria de máquinas através de um acordo com o Banco do Brasil, que ainda não está formalizado.
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Desde 2010, já foram negociados convênios da ordem de R$ 640 milhões, e que podem ser ampliados, segundo Viana Leite. Mas até agora nenhuma exportação foi realizada. “Existe todo um processo interno, mas trabalhamos com a perspectiva de começar o programa pelo menos até o fim do segundo semestre deste ano”, afirma.
As garantias de pagamento e recebimento dos produtos, uma grande preocupação da indústria, foram equacionadas. Foi estabelecido que o país africano vai assinar o convênio, a nota promissória e um documento que autoriza o desembarque das mercadorias.
Milton Rego, diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), diz que essas modificações permitem uma estruturação mais razoável do programa. “Acho que agora vai deslanchar”. As exportações das empresas associadas à Anfavea em 2011 representaram 2079 unidades (dados preliminares) para cerca de 26 países africanos, queda de 27,3% sobre 2010.
Flávio Crosa, diretor de vendas da Agrale, disse que a empresa vai participar do programa. A África já é um mercado para a companhia, que embarcou cerca de 100 unidades para o continente em 2011. Segundo ele, as empresas vão receber do governo a autorização para a fabricação das máquinas, o que pode demorar de 60 a 120 dias para a entrega. “Já estamos trabalhando com o desenvolvimento de redes de distribuidores para o início do programa”, informa o executivo.
No Brasil, o Mais Alimentos passa por reformulações, que devem ser divulgadas em junho.
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