Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Geral

Você comeria um hambúrguer de carne sintética?

Cientistas desenvolvem carne artificial a partir de células-tronco extraídas do tecido muscular de bovinos.

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O desenvolvimento de comida artificial não é nenhuma novidade, e existem vários cientistas em todo o mundo trabalhando nesse sentido. Segundo uma notícia publicada pelo El Mundo, que conversou com o cientista holandês Mark Post, deve ser concluído, ainda este ano, o desenvolvimento do primeiro hambúrguer de carne bovina sintética do mundo.

Post trabalha com a produção de carne em laboratório a partir de células-tronco extraídas do tecido muscular do animal. O principal objetivo desse tipo de produção é reduzir o forte impacto ambiental provocado pelo setor pecuário, responsável por 18% das emissões mundiais dos gases de efeito estufa.

As células-tronco do tecido muscular de bovinos são cultivadas a partir de uma dissolução com nutrientes, para a qual é necessária uma quantidade entre duas e três mil fibras do tecido. As fibras, que apresentam uma coloração esbranquiçada devido à ausência de sangue, são então misturadas com gordura artificial para que fiquem com uma textura semelhante à da carne animal.

Mesmo sabor e textura? – Post afirmou que, tão logo tenham a carne pronta, o próximo passo será trabalhar com o sabor e a textura do alimento. Existem vários aditivos que podem tornar o hambúrguer sintético mais apetitoso, como colorantes e injeções de proteína para deixar a carne com uma coloração mais avermelhada.

Entretanto, um dos maiores desafios é conseguir que o produto apresente a mesma consistência do hambúrguer natural, já que a carne de laboratório não se exercita como os animais de verdade. Para isso, o cientista sugere a aplicação de impulsos elétricos para deixar a carne sintética mais “tensa”.

Produção em grande escala – De acordo com Post, ainda deve demorar um pouco até que seja possível comercializar o hambúrguer sintético em grande escala devido ao seu alto custo de produção. Porém, tudo parece indicar que este tipo de alimento cultivado não deve apresentar nenhum risco à saúde e deve ser apto para o consumo humano.

A proposta de comer carne sintética não parece lá muito atraente, especialmente por ainda não sabermos como será o seu sabor ou textura, muito menos se será seguro consumir esse tipo de alimento. Contudo, caso as estimativas de que a demanda global de carne deve aumentar em 60% até o ano de 2050 sejam confirmadas, é melhor que encontremos alguma solução se não quisermos ver o bom e velho churrasquinho se transformando em um produto de luxo.

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