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Coordenação, liderança e ambição – por Coriolano Xavier

Cresce a importância da escala, da eficiência e da qualidade na produção de alimentos. Leia artigo.

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Coordenação, liderança e ambição – por Coriolano Xavier

Nos anos 70, uma família operária ou de classe média gastava cerca de 200 minutos para preparar uma refeição trivial. Hoje, nas camadas sociais médias das mega cidades, com a mulher inserida no mercado de trabalho, são gastos cerca de 15 minutos. O que significa isso? 

Quer dizer que a conveniência dominou o consumo alimentar, aumentando a presença de comida industrializada, semi-preparada, com porções reduzidas e embalagens facilitadoras. Significa, também, que os apelos sensoriais da maioria dos alimentos são expostos e “percebidos” pelas pessoas já no ponto de venda (é o marketing dos alimentos).

Nesse cenário, cresce a importância da escala, da eficiência e da qualidade na produção. Sustentabilidade também conta, seja para garantir a produtividade futura, seja para criar novos apelos de consumo e agregação de valor. E ainda há um trio de influência crescente na escolha dos alimentos, que é sua origem, segurança sanitária ou nutricional.

Juntando tudo, temos o combustível para a hegemonia de um modelo de gestão da produção rural marcado fortemente pela coordenação entre setores, dentro das próprias cadeias produtivas. Ele também é conhecido como “marketing reverso”, pois em geral vem sendo capitaneado por grandes marcas do pós-porteira. Veja alguns exemplos.

A Pepsico desenvolve há três anos um programa de coordenação entre bataticultores do Equador, Colômbia e Peru, com o objetivo de alinhar seus fornecedores a padrões melhores de tecnologia, produtividade, perfil de produto e sustentabilidade.

Uma grande rede de supermercados e uma marca de agroquímicos desenharam uma parceria em ação técnico-educativa para maior capacitação do campo em controle fitossanitário de hortifrutis, de olho na segurança e qualidade dos produtos.

A qualidade da carne suína tem a ver com aspectos do manejo pré-abate dos animais e hoje já se vê a integração de agroindústrias com especialistas de empresas de genética, buscando melhorias no manejo final dos cevados, nas granjas fornecedoras. 

São ações de coordenação dentro das cadeias, todas visando ganhos de percepção e valor na ponta do consumo. Emergem no campo silenciosamente e estão construindo um novo ambiente competitivo para o produtor.  E por que não liderar ou co-liderar esses processos, antecipando-se e buscando parcerias no pós-porteira – seja individualmente ou através de associações e cooperativas?

Preparar-se para essa realidade emergente pode ser uma sintonia com o futuro. Talvez precise de um empurrãozinho de ambição competitiva e liderança. Afinal, com mudança não se discute; fica-se de olho, até porque pode vir a ser uma grande oportunidade.

Por Coriolano Xavier, membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing.
 

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