Queda de estoques e crescimento das colheitas justifica a manutenção de preços elevados.
Efeito da alta das commodities na inflação pode perder fôlego

Os preços das commodities agrícolas poderão continuar “altos e voláteis” no que resta de 2011 e em 2012, de acordo com a FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura. Mas, de acordo com analistas, mesmo que os preços dos alimentos permaneçam próximos do nível elevado de hoje, o impacto sobre os índices inflacionários globais tende a diminuir até o fim deste ano.
Para a FAO, a queda dos estoques e o crescimento modesto da maioria das colheitas justifica a expectativa de manutenção de preços elevados. Embora as perspectivas sejam consideradas encorajadoras para alguns produtores, como Rússia e Ucrânia – que enfrentaram sérios problemas climáticos no ano passado -, a situação meteorológica ainda poderá causar danos à oferta de trigo na Europa e na América do Norte.
Os índices de preços de alimentos da FAO registraram pequena baixa em maio. Cereais e açúcar influenciaram o resultado, mais do que compensando a valorização internacional de carnes e lácteos. Nesse contexto, a consultoria Capital Economics, de Londres, vê boas razões para considerar que os preços estão próximos de seus picos ou já chegaram lá. Para a produção global de cereais, a expectativa é de alta de 3,5%.
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A consultoria também considera que boa parte da recente pressão sobre as cotações resulta de fatores “temporários”, como o desastre natural no Japão, a instabilidade no Oriente Médio e a elevação do preço do petróleo, que eleva custos na agricultura. E diversas commodities agrícolas já começaram a recuar, como arroz, trigo e açucar.





















