Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,07 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,58 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,56 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,17 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 171,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 193,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,44 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.296,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 191,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 178,54 / cx
Economia

Santa Catarina estima em R$ 578,3 milhões perdas com estiagem

Prejuízos com seca em Santa Catarina chegam a R$ 578,3 milhões.

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Os prejuízos causados à agricultura pela estiagem em Santa Catarina, no último verão, somaram R$ 578,3 milhões até o momento. A estimativa foi divulgada ontem pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa).

Os problemas concentraram-se, principalmente, na região oeste do Estado, embora a seca tenha se alastrado também para algumas cidades do meio-oeste catarinense, como Campos Novos, mais recentemente. Essas regiões concentram a maior parte da produção de grãos de Santa Catarina.

A chegada do outono não traz informações meteorológicas que indiquem uma mudança no quadro. Por enquanto, a previsão continua a ser de pouca chuva, segundo informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural (Epagri/Ciram).

A quebra maior é na safra de milho. Com uma perda de 21,4% em relação à produção estimada, o prejuízo dos produtores chega a R$ 326,4 milhões. Outras quebras expressivas são observadas na produção de leite, que deve ser 17% inferior à esperada – um prejuízo de R$ 26 milhões – e na de soja, com uma colheita 12,8% menor e perda de US$ 121 milhões.

A seca atingiu as lavouras de milho e soja, plantadas entre setembro e outubro de 2011, durante o crítico período de formação dos grãos. No caso da produção de leite, o efeito veio por conta da seca sobre as pastagens.

Para os produtores de aves e suínos, o impacto já é sentido nos custos. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, observa que a maior parte dos criadores independentes – aqueles que não estão integrados às agroindústrias – costuma ter uma produção própria de milho para ser usada na alimentação animal. Com a quebra, o custo da saca de milho, que seria de aproximadamente R$ 16, passou a ser de R$ 30, calcula o dirigente.

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O diretor do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarnes-SC) e da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ricardo Gouvêa, diz que, no caso da produção integrada, o aumento será arcado pelas agroindústrias, que fornecem o insumo para os produtores. Segundo ele, essas empresas terão que trazer um percentual maior de milho de outros Estados para suprir a produção catarinense, pagando mais também pelo frete.

Santa Catarina já teve outros períodos de seca, como em 2003, 2004 e 2007, mas a característica particular da estiagem atual é a sua longa duração. Segundo Ilmar Borchardt, gerente do Cepa, o mais comum era uma seca concentrada entre janeiro e fevereiro, que não se estendia até março, como está ocorrendo neste ano. Na avaliação do secretário adjunto de Agricultura do Estado, Airton Spies, o maior problema é o baixo nível dos reservatórios de água em várias cidades do oeste, o que compromete o abastecimento nas propriedades.

A seca é uma decorrência do fenômeno La Niña, que castigou todo o Sul do país. De acordo com a meteorologista da Epagri/Ciram, Marilene de Lima, alguns municípios do oeste catarinense chegaram a registrar, em fevereiro, uma precipitação 90% abaixo da média histórica. O maior município do oeste, Chapecó, teve 57% menos chuvas do que na média histórica para o período, que é de 204,9 milímetros. Marilene destacou um agravante: as poucas precipitações que ocorreram, além de baixas, vieram depois de longos intervalos de tempo.

“A situação é bem grave”, disse ela, acrescentando que não há perspectivas muito animadoras, já que nos meses de outono e inverno há, historicamente, um menor volume de chuvas nessas áreas. Para abril, ela acredita que o padrão na região será de baixa precipitação – chuvas de 10 a 15 milímetros – e uma má distribuição desses episódios. Até ontem, 107 municípios catarinenses haviam decretado situação de emergência por conta da estiagem dos últimos três meses.

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Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,07
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,58
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,56
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,17
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,05
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  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 5,67
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  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,77
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  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,84
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,38
    cx
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    R$ 171,06
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    Grande São Paulo (SP)
    R$ 190,92
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    R$ 193,96
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  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 164,00
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  • Ovo Vermelho - Regional
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    R$ 187,44
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  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
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  • Frango - Indicador
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    PR
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  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.167,80
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 191,91
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 162,33
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 162,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 178,54
    cx

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