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Inflação de janeiro sobe 0,33% e CNA alerta para impactos nos custos do agronegócio

Análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil aponta efeitos distintos da inflação para o campo, com combustíveis pressionando custos e energia elétrica mais barata trazendo algum alívio

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou os resultados da inflação oficial de janeiro e destacou possíveis impactos para o agronegócio brasileiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% no primeiro mês de 2026, acumulando 4,44% nos últimos 12 meses.

De acordo com a análise técnica da CNA, o comportamento da inflação tem reflexos diretos no planejamento do setor agropecuário, especialmente em relação aos custos de produção, logística e consumo de insumos.

Alimentos desaceleram no início do ano

No grupo Alimentação e Bebidas, houve desaceleração na comparação com dezembro. O índice avançou 0,23% em janeiro, com destaque para quedas de preços em alguns alimentos básicos. Entre os produtos com recuo estão leite longa vida (-5,59%), ovos (-4,48%) e óleo de soja (-3,32%).

Por outro lado, alguns itens registraram elevação significativa, como tomate (20,52%) e carnes (0,84%), refletindo fatores relacionados à oferta e à demanda no mercado interno.

Combustíveis pressionam custos no campo

A entidade destaca que a inflação impacta a agropecuária de maneira heterogênea. Enquanto alguns itens reduzem despesas operacionais, outros ampliam os custos de produção e transporte.

Entre os fatores positivos está a queda no grupo Habitação, influenciada pela redução de 2,73% na energia elétrica, o que pode aliviar atividades intensivas em consumo energético, como irrigação, resfriamento e climatização de instalações agropecuárias.

Em contrapartida, o grupo Transportes apresentou alta de 0,60%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis. O etanol subiu 3,54%, a gasolina 2,06%, o diesel 0,52% e o gás veicular 0,20%, pressionando custos de máquinas agrícolas e logística de escoamento da produção.

Efeitos no planejamento do setor

Na avaliação da CNA, a combinação de energia mais barata e combustíveis mais caros gera impactos distintos dentro e fora da porteira. Enquanto algumas atividades podem registrar redução de custos operacionais, o aumento do transporte tende a elevar despesas logísticas e de distribuição no agronegócio.

O comportamento da inflação também é acompanhado de perto pelo setor produtivo e pelo mercado financeiro, já que influencia decisões de política monetária e o custo do crédito rural — fatores que impactam diretamente o planejamento das atividades agrícolas ao longo do ano.

Confira o comunicado técnico completo na íntegra:

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