Maurício Mendes abriu premiação da XVI Mostra ABMR&A de Comunicação em Marketing Rural & Agronegócio.
Presidente da ABMR&A enaltece agronegócio brasileiro
Em seu discurso de abertura da premiação da XVI Mostra ABMR&A de Comunicação em Marketing Rural & Agronegócio, Maurício Mendes, presidente da ABMR&A, enfatizou a importância do agronegócio brasileiro como grande responsável pela expressiva reserva e estabilidade que o Brasil hoje ostenta.
Também destacou a importância da premiação e falou sobre o desafio da publicidade e do marketing, que é fazer a comunicação de uma cadeia longa e complexa que envolve produtores e consumidores, do campo e da cidade.
Confira, a seguir, a íntegra do discurso de Mauricio Mendes para cerca de 400 pessoas, no espaço Rosa Rosarum, em São Paulo, dia 30 de novembro:
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“Boa noite a todos.
Com muito orgulho estou aqui representando a ABMR&A – Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio.
Antes de mais nada, gostaria de agradecer as autoridades presentes, aos representantes de expressivas entidades como Aprosoja, ABRAPA, ANDAV, Sociedade Rural Brasileira, UNICA, Citrus BR, OCB, Ministério da Agricultura, ABAG, ANDEF, ABC, Associação Paulista de Criadores de Gir Leiteiro AMPRO, ABAP, ASBIA, SINDAN, Abimaq e Anda.
Essa XVI Mostra não se resume a esse dia… é um projeto de dois anos, que culmina agora. Esse evento é o ponto máximo desse projeto.
Um trabalho desse porte não se faz sozinho. É um trabalho de equipe. Assim, quero agradecer a toda diretoria da ABMR&A, aos coordenadores dos comitês, ao nosso conselho – muito presente através de seu presidente, Geraldo Alonso Filho, e à nossa equipe coordenada pela Kelly, Ivan e Samara, reforçada pela querida Vanda.
Agradecimento especial aos jurados, personalidades em suas áreas, que dedicaram horas preciosas de seu tempo no julgamento das peças, 276 ao todo.
Agradeço também aos nossos apoiadores, agências associadas e veículos de mídia, que divulgaram esse evento de forma intensa e eficiente (A prova de sua eficiência é a presença recorde de vocês nessa noite).
Agradeço ainda a Armando Ferrentini, presidente do conselho da ESPM e da Editora Referência, que mais uma vez trouxe seu conhecimento em premiações para nossa MOSTRA.
Não posso deixar de render meus agradecimentos ao Mauricio Sampaio, que foi quem me trouxe para a ABMR&A e deu muito de seu talento à duas gestões da associação.
Além disso, o meu agradecimento especial aos nossos patrocinadores, Banco do Brasil, Manah, Pfizer Saúde Animal, Serrana Fertilizantes e Serrana Nutrição Animal, sem a confiança deles não teríamos desenvolvido um projeto tão vitorioso.
E, finalmente, meus agradecimentos a vocês, anunciantes, agências e veículos de mídia, que confiaram suas peças, produto de seu esforço e talento, para que fossem avaliadas e premiadas hoje. Sem vocês o evento não teria sentido.
Bom… No final da década de 70, os fundadores dessa associação buscavam criar um fórum onde pudessem discutir a ainda incipiente publicidade do setor agropecuário. Originalmente criada por pessoas ligadas ao marketing das fabricantes de defensivos agrícolas, esses visionários buscavam trocar conhecimentos sobre um mundo ainda restrito e pouco compreendido pelo setor publicitário.
(Para minha alegria, muitos desses abnegados profissionais do marketing eu vejo aqui nesse jantar. Sua presença, ao mesmo tempo que me alegra, me enche de responsabilidade em produzir um grande evento e, depois, gostaria de saber se estamos lhes representando bem…)
Mais de 30 anos se passaram, e muitas transformações aconteceram.
Em 1980, produzíamos 28 milhões de toneladas de grãos e ocupávamos 18 milhões de hectares com soja e milho. A produtividade média da soja era 1.600 kg/ha e a de milho não chegava a 1.700. Ainda éramos o país do futuro…, aquele que seria o celeiro do mundo. Desmatamos no ano 2000 mais de 2,5 milhões de hectare de Amazônia por ano (mais de 3 vezes mais do que ocorreu em 2009). Eram outros tempos.
O Brasil cresceu. O agronegócio ajudou o Brasil a crescer. Hoje, quase 25% do PIB Brasileiro vem do Agronegócio… Nos últimos 12 anos, o Brasil teve um saldo acumulado total da balança comercial de 247 bilhões de dólares. Nesse mesmo, período o saldo acumulado da balança comercial do setor agro foi de 444 bilhões de dólares…
Em 1980 nossa dívida externa era de 54 bilhões de dólares com reservas de apenas US$ 9,6 bilhões… Em 2009 nossas reservas chegaram a U$ 239 bilhões. O
Agro é o grande responsável pela expressiva reserva e estabilidade que o Brasil hoje ostenta.
A produção brasileira de grãos está chegando ao patamar de 150 milhões de toneladas, um salto espetacular. Cresceu 5 vezes nessas três décadas. Não houvesse tecnologia aplicada, estaríamos cultivando em torno de 100 milhões de ha para a mesma produção. Com tecnologia cultivamos apenas metade disso, ou seja, ‘economizamos’ cerca de 50 milhões de ha.
Isso foi resultado de pesquisas que as suas empresas e entidades fizeram e que as suas agências e veículos de mídias ajudaram a divulgar.
Como disse há pouco, o Brasil e o agronegócio evoluíram muito, nossa missão como associação deve acompanhar essa evolução.
O marketing do setor evoluiu muito também… Antes, era planejado para levar a informação do fabricante ao produtor, quase que num caminho único. Hoje, além das informações sobre os insumos e tecnologias aplicadas, o produtor quer ver benefícios e resultados. Há uma preocupação crescente com o meio ambiente, segurança dos aplicadores e também com os consumidores finais… O produtor não está mais isolado.
Hoje temos um missão complexa, é preciso fazer publicidade, informar o produtor sobre insumos, sobre as tecnologias e também sobre gestão eficiente… Mas é preciso informar os produtores também sobre o que os consumidores desejam…
Se antes o campo produzia para as traders, indústrias de óleos, sucos ou frigoríficos, hoje produzem para mercados, supermercados e lojas de departamentos, do Brasil e do mundo. Produzimos para todos os cidadãos do campo e da cidade.
Os produtores, que estão no interior desse País imenso precisam de nosso talento de comunicadores…
É preciso também comunicar ao cidadão urbano a importância do campo… Importância que não se limita ao destaque que tem para a economia do País; que não se limita ao papel vital que tem para alimentação digna das pessoas… É preciso mostrar a importância que temos na preservação dos bens naturais do planeta, da água, das matas e da fauna. Não há quem conserve melhor esses bens do que o homem do campo, os produtores no campo. E o mundo urbano precisa saber disso. Precisamos informar a todos que o nosso etanol é mais limpo, que não ocupamos áreas da produção de alimentos e nem desmatamos para produzi-lo. É preciso informar que nosso gado tem a mais saudável alimentação; que o nosso papel e carvão vêm de floresta plantada e não de desmatamento de vegetação nativa.
Há muita informação distorcida chegando a esse consumidor final, especialmente ao cidadão das grandes cidades. Há um verdadeiro massacre de inverdades que deve ser combatido com informações científicas, com palavras seguras, que devem ser sistematicamente e incansavelmente levadas a todos.
Há, portanto, um grande desafio: o de fazer a comunicação de uma cadeia mais longa, mais complexa… Para isso, estamos trabalhando uma associação forte, uma entidade que, multi-setorial, respira e transpira marketing e comunicação, que conhece bem as características desse setor tão singular. Sim, temos um desafio, no entanto, estamos seguros de que vamos vencer, de que vamos ajudar a colocar o setor Agro com o destaque que sempre mereceu.
Obrigado.”





















