Em 2005, os preços da soja no mercado internacional registraram queda de 20% em relação às cotações da bolsa de Chicago em 2004. Já os preços recebidos pelo produtor mato-grossense, em igual período, assinalaram variação negativa de 28%.
Preço da soja registrou queda de 28% em 2005 no MT
Redação (28/05/07) – “A política cambial assume o papel de grande vilã da agropecuária. Ocorre que os produtores adquiriram os insumos com o dólar mais elevado e, conseqüentemente, custos de produção elevados e baixa disponibilidade de recursos para custeio à taxa de juros elevadas”, afirma o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja), Ricardo Tomcyzk.
Da safra 2004/05 até a próxima (2007/08), a realidade do campo têm sido a mesma: uma cotação para aquisição de insumos e outra mais baixa na hora de comercializar a produção.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Homero Pereira, que também coordena a Comissão de Endividamento da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a renda do produtor acumula queda de 46%.
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Só a soja, com resultados negativos, em duas safras consecutivas, acumula prejuízos de mais de R$ 2,07 bilhões. “É a maior transferência de renda do setor produtivo para o setor financeiro que já se viu nos últimos anos no país”, afirma Pereira.
Na reunião da Comissão do Endividamento Agrícola, em Cuiabá, a Famato e a Aprosoja apresentam os números que dimensionam a crise. Na safra 2006/07, os produtores arcaram com alto custo de produção porque o dólar estava cotado a R$ 2,30. Agora, na comercialização do produto, a moeda norte-americana está abaixo de R$ 2.
Na opinião dos produtores a conta não fecha pelo terceiro ciclo seguindo e a caminho do quarto. “É uma dívida impagável”. No Brasil, o preço do óleo diesel é o mais caro do mundo, se comparado a outros países. Entre 2001 e 2007, o petróleo subiu 97%, enquanto o diesel 213%, aponta o presidente da Aprosoja, Rui Ottoni Prado.





















