Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,59 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,49 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,32 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,32 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,87 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 170,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,40 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,45 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,91 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,71 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.292,20 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,76 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,52 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 168,91 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado na segunda-feira (11), Larissa Wachholz, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), destacou as transformações no comércio global de soja e os impactos diretos para o Brasil e seus principais concorrentes.

Segundo ela, nos últimos anos, o Brasil passou de um equilíbrio com os Estados Unidos para uma posição dominante nas exportações de soja à China, fornecendo cerca de 70% de todo o volume importado pelo país asiático, que gira em torno de 100 milhões de toneladas anuais. Já os EUA responderam, em 2024, por aproximadamente 20% a 21% dessas compras, equivalente à metade de suas exportações totais de soja.

Larissa relembrou que, no primeiro mandato de Donald Trump, Brasil e EUA dividiam de forma mais equilibrada o mercado chinês. A disputa comercial entre as duas potências levou a um acordo que previa aumento das compras chinesas de soja americana, mas o compromisso não foi cumprido por nenhum dos lados, sendo impactado também pela pandemia de Covid-19.

A especialista ressaltou que a ampliação da participação brasileira foi favorecida pela estratégia chinesa de diversificação de fornecedores, que reconhece a competitividade do setor nacional. Entretanto, ela alertou que Pequim não está confortável com a dependência elevada de importações, seja do Brasil ou dos EUA.

“A gente tem visto frases do presidente Xi Jinping nos últimos anos dizendo que o arroz na tigela dos chineses precisa ser produzido por mãos chinesas. Ao falar em arroz, ele se refere à produção agrícola como um todo”, pontuou Larissa, lembrando que a China vem implementando políticas públicas para reduzir essa dependência.