Diante da confirmação do caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, a Mig-Plus adotou medidas rigorosas de biossegurança, tanto no interior da fábrica quanto na logística da empresa. As ações incluem a desinfecção dos caminhões e o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Segundo o médico veterinário e gerente comercial da linha de aves da Mig-Plus, João Elias, o reforço nos cuidados sanitários deve ser uma responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia produtiva, com o objetivo de conter a disseminação do vírus para outras granjas do estado.

Uma das principais medidas, segundo o veterinário, é a desinfecção dos pneus dos caminhões que chegam às granjas transportando ração, grãos e outros insumos. A orientação é realizar a desinfecção com bomba costal utilizando solução de amônia quaternária a 40% – formulação usada para higienização de ambientes industriais, agropecuários e hospitalares.

Ele destaca que outras medidas simples de higiene, como o cuidado com roupas e calçados, podem evitar a contaminação cruzada. A proibição total de visitas a qualquer unidade produtiva, especialmente acesso aos galpões, é essencial. E aos colaboradores das granjas, recomenda-se banhos antes e depois de ingressar no galpão, além do uso de EPIs como luvas, botas e macacões de uso exclusivo. “Caso não seja possível a troca de calçados, é preciso desinfetá-lo com a mesma solução de amônia ou por meio de bandejas com cal colocadas na entrada do galpão”, explica Elias.

Por fim, ele alerta para a importância da vigilância em relação aos sintomas iniciais da Influenza Aviária, que podem ser confundidos com outras enfermidades, como a bronquite, muito comum em aves. Os primeiros sinais incluem dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular e espirros. À medida que a doença avança, é possível observar descoordenação motora, torcicolo, diarreia e mortalidade.