Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,54 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,10 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,04 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 197,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,24 / cx

Enquanto o mercado externo reaquece com a volta da China, o produtor brasileiro enfrenta um inimigo interno silencioso e caro: o clima. Um novo levantamento aponta que o estresse térmico já causa prejuízos anuais estimados entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões à suinocultura nacional. Nos EUA, as perdas somaram US$ 400 milhões em 2024.

O alerta vem do professor Bruno Silva, especialista em bioclimatologia da UFMG, que aponta o ambiente térmico como o principal fator limitante da produção moderna. O problema é biológico: suínos têm poucas glândulas sudoríparas e uma zona de conforto estreita (16°C a 21°C para matrizes). Com as mudanças climáticas intensificando as ondas de calor, e as fêmeas modernas sendo mais produtivas (o que gera mais calor metabólico natural), o animal entra em colapso, reduzindo o consumo de ração.

O pesquisador detalhou o mecanismo fisiológico por trás desse prejuízo econômico: em situações de calor extremo, o organismo do suíno redireciona o fluxo sanguíneo dos órgãos internos para a pele na tentativa de dissipar temperatura. Esse processo causa uma isquemia no trato gastrointestinal, reduzindo a oxigenação e levando à chamada “síndrome do intestino permeável” (leaky gut).

Com a barreira intestinal comprometida, endotoxinas entram na corrente sanguínea, ativando o sistema imunológico desnecessariamente e desviando a energia que deveria ser usada para a produção de leite ou ganho de peso.

A solução, segundo o pesquisador, passa por uma reengenharia da dieta. É preciso reduzir o “efeito termogênico” da alimentação, ou seja, formular rações que gerem menos calor durante a digestão. A estratégia envolve baixar os níveis de proteína bruta e utilizar aditivos específicos para manter a homeostase.

Referência: Compre Rural