Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,07 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,58 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,56 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,17 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 171,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 190,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 193,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,44 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.296,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.167,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 191,91 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 162,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 178,54 / cx

Da Redação 01/09/2003 – A Chapecó Alimentos pediu à Coinbra um prazo de mais 15 dias para colocar as finanças do frigorífico em ordem. A empresa controlada pelo grupo francês Louis Dreyfus, que em junho apresentou proposta de compra do frigorífico, aceitou. A proposta feita pela Coinbra venceria ontem (31), mas a Chapecó pediu um prazo maior para poder continuar renegociando as dívidas com credores e fornecedores. O frigorífico tenta obter deságio na dívidas, estimadas em US$ 190 milhões.

O saneamento dos débitos da Chapecó com credores e fornecedores é a condição da Coinbra para fechar a compra. Como disse em junho ao Valor, o presidente da Chapecó, Celso Schmitz, dia 31 de agosto era o prazo para entregar a empresa “limpa” para a Coinbra e viabilizar a proposta de aquisição. Procurado, dessa vez, Schmitz não retornou as ligações. Agora, a Chapecó, controlada pelo grupo argentino Macri, tem até 15 de setembro para limpar o seu passivo.Desde que o grupo francês anunciou o interesse no frigorífico, em abril, a direção da Chapecó vem renegociando as dívidas com bancos e fornecedores. Segundo fontes do setor, a empresa estaria tendo dificuldades para fechar acordos com alguns fornecedores de insumos. Entre os bancos, o BNDES é o maior credor da Chapecó, além ser acionista, com 30% do capital. O banco também financiou a aquisição do frigorífico pelo grupo Macri em 1999.

De acordo com a Coinbra, não deve haver nova prorrogação do prazo para fechar o negócio. A empresa francesa alega que quanto mais demora para as operações do frigorífico serem reiniciadas, maior o custo. Além disso, há o temor de que o reconhecimento da marca Chapecó seja prejudicado no Exterior se a empresa ficar mais tempo sem exportar seus produtos.

A Coinbra propõe pagar R$ 175 milhões pelas quatro unidades da Chapecó. Atualmente, duas delas – Cascavel (PR) e Chapecó (SC) – estão arrendadas para a Globoaves e Aurora, respectivamente. As outras duas, Xaxim (SC) e Santa Rosa (RS) não estão operando.

A expectativa da Coinbra é que, depois de concretizado o negócio, a Chapecó volte a produzir dentro de 60 dias.