Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,97 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 199,06 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 171,38 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx
Redação SI 15/01/2003 – A pé ou em carroças: assim eram transportados os suínos até a década de 60. E, mesmo com as tecnologias disponíveis no século 21, o transporte dos 26,5 milhões de suínos abatidos anualmente no País ainda é precário. Muitos animais morrem ou se machucam antes da chegada ao abatedouro, causando prejuízos aos produtores. O problema foi discutido no 1o. Seminário sobre Manejo Pré-Abate e Qualidade da Carne Suína, promovido na Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), em Jaboticabal (SP), em dezembro de 2002.

O zootecnista da Embrapa Suínos e Aves, Osmar Dalla Costa, um dos organizadores do seminário, destaca o jejum de 12 a 18 horas antes do abate como um dos procedimentos básicos para o manejo eficiente. “Animais de estômago cheio podem ter o intestino rompido na hora do abate e contaminar a carcaça”, alerta.

Halotano – Segundo o agrônomo Jerônimo Favero, da Embrapa, é possível encontrar em todas as raças de suínos o halotano, um gene que aumenta a probabilidade de estresse do animal com os percalços do caminho até o abate. “Alguns não resistem e ocorre a morte súbita.” Dos 38 milhões de suínos existentes no Brasil, a linhagem que tem menor ocorrência desse fator em sua carga genética é a duroc – considerada a mais apropriada para a suinocultura. O halotano aparece com mais freqüência nas linhagens landrace belga e landrace pietrain.

Os rebanhos dessas raças são pequenos no País, mas despertaram a preocupação das empresas de melhoramento genético, interessadas em desenvolver animais livres desse gene. Os criadores esperam trabalhar com suínos que não tenham o halotano, como já ocorre com os da linhagem pietrain.

O estresse que leva à morte súbita de suínos, elevando o número normal de perdas pré-abate – aceitáveis até 1% -, diminui a qualidade da carcaça dos animais que chegam a ser abatidos: apresentam carnes pálidas, flácidas e exodativas (aguadas) ou, ao contrário, secas, duras e escuras.

Cuidados – Alguns cuidados do criador na hora do transporte facilitam a busca de bons resultados. O pesquisador italiano Luigi Faucitano, participante do seminário na Unesp, recomenda que sejam transportados, no máximo, 15 animais por viagem e que haja boa ventilação no compartimento. O desembarque rápido no abatedouro também ajuda a evitar os males do estresse. Há vários recursos para melhorar o aproveitamento dos suínos no País. Um exemplo é a parceria firmada há dois anos entre a Embrapa, a Sadia e a empresa Triel-HT, de carroceria de caminhões, para garantir qualidade total da carne, da criação à venda.