Com 27 casos confirmados de Peste Suína Africana em javalis, autoridades investigam a origem do vírus na Espanha
Espanha confirma 27º caso de Peste Suína Africana em javalis: Origem do vírus intriga autoridades

A situação sanitária na Espanha segue em estado de alerta. Autoridades confirmaram que subiu para 27 o número de javalis selvagens infectados com o vírus da Peste Suína Africana (PSA) na região da Catalunha. O caso mais recente foi detectado na sexta-feira (19), ao sul de Sant Cugat des Vallès, cerca de 5 km distante dos focos anteriores concentrados em Bellaterra e Cerdanyola. Embora todos os casos estejam restritos ao município de Vallès Ocidental, ao norte de Barcelona, a expansão geográfica do vírus preocupa o setor.
Apesar do avanço na fauna silvestre, o plantel comercial permanece seguro. Inspeções realizadas em 57 fazendas na zona de risco não detectaram sintomas ou lesões compatíveis com a doença. Contudo, o impacto comercial já é sentido: desde o primeiro caso em 28 de novembro, a Espanha perdeu o status de país livre de PSA.
Enquanto a União Europeia e a China aceitaram a “regionalização” (bloqueando apenas a área afetada), países como México e Filipinas fecharam totalmente seus mercados para a carne suína espanhola. O governo catalão afirma que 78% dos parceiros comerciais já concordaram em manter as importações das zonas livres.
Leia também no Agrimídia:
- •ABCS promove Escola de Gestores 2026 com foco em comportamento do consumidor e decisões estratégicas no mercado de proteínas
- •Suinocultura registra queda de preços e depende das exportações para ajuste interno
- •Filipinas reduzem drasticamente casos de Peste Suína Africana e projetam avanço da suinocultura em 2026
- •Peso recorde das carcaças sustenta produção de carne suína no Reino Unido em janeiro
O mistério central reside na origem do patógeno. Análises preliminares indicam que o vírus encontrado não possui semelhança genética com a variante que circula em javalis no restante da Europa. Isso levantou hipóteses que variam desde sabotagem até uma possível fuga acidental do laboratório de pesquisa CReSA. Uma auditoria inicial da UE não encontrou falhas estruturais no laboratório, mas o sequenciamento genético completo será a prova definitiva para descartar essa teoria.
Referência: Pig Progress

















