Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Alimentos

Brasil, celeiro do mundo

Para jornalista americano, País deve se tornar o grande líder mundial na produção de alimentos.

Brasil, celeiro do mundo

Paul Roberts, jornalista americano autor do livro A população mundial está crescendo, os hábitos alimentares mudando e a demanda por alimentos em expansão. Por outro lado, a sustentabilidade ambiental tornou-se uma exigência da humanidade. O consumidor quer alimentos cada vez mais seguros, completos, baratos e ambientalmente corretos. Nesse cenário, Paul Roberts, jornalista americano autor do livro “The End of Food”, explica que os desafios da produção do setor de alimentos envolvem o desenvolvimento de novas tecnologias para satisfação do cliente com respeito à natureza.

O jornalista foi o destaque em uma mesa redonda realizada durante o Interfeed e coordenada pelo também jornalista Paulo Henrique Amorim. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) entre os dias 11 e 12 de maio, o Interfeed foi realizado em São Paulo (SP).

Roberts enfatizou a pujança do agronegócio dos EUA e o papel do país como grande produtor de alimentos deste século. Em sua opinião, no entanto, o Brasil deve assumir a condição de grande celeiro agrícola do mundo em pouco tempo. “O Brasil tem um grande potencial como fornecedor, em termos de terra arável, disponibilidade de água e mão-de-obra qualificada”, afirma o jornalista. “O grande desafio do Brasil é encontrar formas de crescimento sustentável e aumentar a produção sem comprometer os recursos naturais”.

De acordo com Roberts, o apoio político do governo americano é fundamental para crescimento do setor agrícola e o Brasil deve seguir este exemplo.  “Apenas o governo pode promover o aumento de produção e exportação através da disponibilidade de crédito e negociações internacionais”, disse. “O respaldo político pode garantir investimentos em aspectos sanitários, logísticos e estruturais”, completa.

Roberts classificou os investimentos em sustentabilidade, energia barata e segurança alimentar como fundamentais para conquista de novos mercados. “Lidar com alimentos exige perfeição. Não pode haver erros. O consumidor entende que comida tem diferente valor”, ponderou.  O jornalista disse que os alimentos contaminados provocam a criação de exigências regulatórias cada vez mais duras. Por este motivo, exportadores deverão encontrar formas de melhorar a segurança alimentar. “Chegar ao alimento seguro exige investimento, não mágica”.

Crise econômica – Para o jornalista americano, a crise financeira internacional fez com que grandes produtores mundiais, incluindo os brasileiros, adiassem ou diminuíssem o ritmo das expansões na produção até que a crise de crédito se amenize. “Felizmente, a demanda global por carne e grãos desacelerou graças à recessão”, explicou.

Para concluir a sua apresentação, Roberts falou da vantagem que o País tem nas mãos, frente aos Estados Unidos. “O Brasil tem plenas condições de desenvolver-se com o aumento de sua infraestrutura. Os EUA não devem crescer mais, devem apenas investir em tecnologia. O Brasil tem uma possibilidade real de crescimento na área alimentar”.

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