Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Alimentos

Brasil, celeiro do mundo

Para jornalista americano, País deve se tornar o grande líder mundial na produção de alimentos.

Brasil, celeiro do mundo

Paul Roberts, jornalista americano autor do livro A população mundial está crescendo, os hábitos alimentares mudando e a demanda por alimentos em expansão. Por outro lado, a sustentabilidade ambiental tornou-se uma exigência da humanidade. O consumidor quer alimentos cada vez mais seguros, completos, baratos e ambientalmente corretos. Nesse cenário, Paul Roberts, jornalista americano autor do livro “The End of Food”, explica que os desafios da produção do setor de alimentos envolvem o desenvolvimento de novas tecnologias para satisfação do cliente com respeito à natureza.

O jornalista foi o destaque em uma mesa redonda realizada durante o Interfeed e coordenada pelo também jornalista Paulo Henrique Amorim. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) entre os dias 11 e 12 de maio, o Interfeed foi realizado em São Paulo (SP).

Roberts enfatizou a pujança do agronegócio dos EUA e o papel do país como grande produtor de alimentos deste século. Em sua opinião, no entanto, o Brasil deve assumir a condição de grande celeiro agrícola do mundo em pouco tempo. “O Brasil tem um grande potencial como fornecedor, em termos de terra arável, disponibilidade de água e mão-de-obra qualificada”, afirma o jornalista. “O grande desafio do Brasil é encontrar formas de crescimento sustentável e aumentar a produção sem comprometer os recursos naturais”.

De acordo com Roberts, o apoio político do governo americano é fundamental para crescimento do setor agrícola e o Brasil deve seguir este exemplo.  “Apenas o governo pode promover o aumento de produção e exportação através da disponibilidade de crédito e negociações internacionais”, disse. “O respaldo político pode garantir investimentos em aspectos sanitários, logísticos e estruturais”, completa.

Roberts classificou os investimentos em sustentabilidade, energia barata e segurança alimentar como fundamentais para conquista de novos mercados. “Lidar com alimentos exige perfeição. Não pode haver erros. O consumidor entende que comida tem diferente valor”, ponderou.  O jornalista disse que os alimentos contaminados provocam a criação de exigências regulatórias cada vez mais duras. Por este motivo, exportadores deverão encontrar formas de melhorar a segurança alimentar. “Chegar ao alimento seguro exige investimento, não mágica”.

Crise econômica – Para o jornalista americano, a crise financeira internacional fez com que grandes produtores mundiais, incluindo os brasileiros, adiassem ou diminuíssem o ritmo das expansões na produção até que a crise de crédito se amenize. “Felizmente, a demanda global por carne e grãos desacelerou graças à recessão”, explicou.

Para concluir a sua apresentação, Roberts falou da vantagem que o País tem nas mãos, frente aos Estados Unidos. “O Brasil tem plenas condições de desenvolver-se com o aumento de sua infraestrutura. Os EUA não devem crescer mais, devem apenas investir em tecnologia. O Brasil tem uma possibilidade real de crescimento na área alimentar”.

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