Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Importações caem mais que exportações e saldo cresce

Para economistas, mais do que uma melhora nas vendas externas, o resultado evidencia a desaceleração da economia no mercado interno.

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Redação (17/02/2009)- As importações brasileiras registraram queda mais intensa que as exportações na primeira quinzena de fevereiro, elevando o saldo da balança comercial para US$ 696 milhões no mês e revertendo o déficit registrado em janeiro, de US$ 524 milhões. Para economistas, mais do que uma melhora nas vendas externas, o resultado evidencia a desaceleração da economia no mercado interno e não exclui a possibilidade de outros déficits comerciais nos próximos meses. 

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações somaram US$ 5,1 bilhões (média diária de US$ 510,1 milhões), 9,5% acima da média em janeiro, mas 24,3% abaixo da média de fevereiro de 2008. As importações atingiram US$ 4,405 bilhões (média diária de US$ 440,5 milhões), o que representou uma queda de 10,2% sobre janeiro e de 30% ante fevereiro de 2008. 

Para o vice-presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB), José Augusto de Castro, a queda na importação de combustíveis e lubrificantes constitui a principal causa para o superávit na quinzena. A média diária de importações do grupo ficou em US$ 36,147 milhões, 50,5% abaixo da média de janeiro e 69,7% inferior à média de fevereiro de 2008. "A importação está caindo muito, não sei se tem algo programado, se o governo tem estoques muito grandes ou se o mercado interno está se retraindo muito", afirmou. Ele observou que, em dezembro, a Petrobras elevou os embarques para sanar o déficit na balança, o que explicou a exportação fraca em janeiro e fevereiro. Neste mês, as exportações de petróleo e derivados somaram US$ 40,378 milhões, 43,5% acima da média em janeiro, mas 39,8% abaixo da média de fevereiro de 2008. 

Na avaliação de Castro, a queda das importações sinaliza desaquecimento da economia brasileira. Posição semelhante tem o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rogério César de Souza. Para ele, a demora das importações no processo de desaceleração está ligada à estrutura da corrente de comércio. As exportações são pautadas em commodities, que já sofriam os efeitos da queda de preços e de demanda no mundo desde o ano passado e cujos contratos são revistos com certa rapidez. 

As importações, por sua vez, são compostas sobretudo por produtos manufaturados, negociados com contratos de mais longo prazo e cujos preços são reajustados com defasagem em relação às mudanças nas cotações das matérias-primas. "Os ajustes em manufaturados será mais lenta que em commodities. No primeiro trimestre ainda haverá muitos ajustes de preços e demanda e haverá mais oscilações na balança comercial", afirmou Souza. Ele não descarta a possibilidade de haver novos déficits na balança, mas afirma que, no ano, a tendência é de superávit, embora inferior ao de 2008. 

O economista da RC Consultores Fábio Silveira vê nos resultados da balança os reflexos da recente retração nos preços internacionais do petróleo e seus derivados – o que provocou impactos tanto nas importações como nas exportações. O resultado também corrobora o desaquecimento da economia brasileira, evidenciado pelas quedas, em relação a fevereiro de 2008, nas importações de manufaturados, como aparelhos e instrumentos eletroeletrônicos (30,3%), automóveis e partes (21,9%), produtos plásticos (19,7%) e instrumentos de ótica e precisão (17,5%). "Em fevereiro, a contração do mercado doméstico pesou mais que a queda nos preços das commodities exportadas pelo Brasil. O impacto da desaceleração da nossa economia ficou evidente." 

Silveira acrescentou que a melhora na oferta de crédito para financiar as exportações nas últimas semanas pode ter contribuído para elevar o saldo da balança no período. Ele estima que as importações irão desacelerar mais nos próximos meses e as exportações tenderão a crescer a partir de março com a colheita da safra de grãos. Para o ano, Silveira projeta superávit de US$ 8 bilhões. Até 15 de fevereiro, a balança registrou saldo positivo de US$ 172 milhões – queda de 91,3% ante o mesmo período de 2008. As exportações no ano caíram 22,3%, para US$ 14,883 bilhões, e as importações caíram 14,3%, para US$ 14,711 bilhões. 

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