Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Agroindústria

Agroindústria brasileira fecha 2025 praticamente estável, aponta FGV Agro

Descubra como a agroindústria brasileira fechou 2025 com leve retração. Conheça as causas e os segmentos impactados

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Agroindústria brasileira fecha 2025 praticamente estável, aponta FGV Agro

A produção da agroindústria brasileira encerrou 2025 praticamente no zero a zero, pressionada por juros elevados, mas sustentada por um mercado interno ainda aquecido. O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas, registrou leve retração de 0,1% no acumulado do ano.

Apesar do resultado agregado discreto, o desempenho esconde fortes diferenças entre os segmentos da agroindústria, com destaques positivos e negativos ao longo da cadeia.

Bebidas puxam resultado para baixo

No grupo de alimentos e bebidas, o segmento de bebidas apresentou desempenho negativo ao longo de todo o ano. A produção recuou 2,6% em 2025, reflexo principalmente da queda no consumo de bebidas alcoólicas.

A fabricação de bebidas alcoólicas caiu 4,7%, enquanto as bebidas não alcoólicas encerraram o ano com retração de 0,3%, segundo dados do PIMAgro.

Indústria de alimentos cresce, com destaque para proteínas animais

As indústrias de alimentos tiveram resultado positivo, com expansão de 1,5% no ano. Dentro do grupo, as indústrias de origem animal cresceram 3%, impulsionadas pela maior produção de carnes bovina, suína e de aves. Os segmentos de laticínios e pescados também apresentaram crescimento.

Mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros entre agosto e setembro, as exportações de carnes bateram recorde em 2025. No caso dos lácteos, a produção nacional de leite também alcançou nível recorde, apesar do aumento das importações, que pressionou o setor.

Alimentos de origem vegetal têm desempenho irregular

Já as indústrias de alimentos de origem vegetal fecharam o ano com queda de 0,9%. O segmento iniciou 2025 em retração e apresentou recuperação parcial no segundo semestre, insuficiente para reverter o resultado negativo.

Pesaram sobre o desempenho a menor produção de arroz, café e refino de açúcar. A redução no volume e na qualidade da cana-de-açúcar afetou a produção de açúcar ao longo do ano. Ainda que as usinas tenham direcionado mais cana para a commodity em detrimento do etanol, o refino de açúcar recuou.

No arroz, o beneficiamento caiu em função da redução da colheita. Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento, a produção recuou 14% na safra 2025/26, com menor área plantada. Em contrapartida, cresceram os segmentos de conservas e sucos, óleos e gorduras e trigo.

Biocombustíveis derrubam segmento não alimentício

As agroindústrias de produtos não alimentícios registraram retração de 1,3% em 2025. O resultado foi fortemente influenciado pelo desempenho dos biocombustíveis, cuja produção caiu 18,6% no ano.

A queda foi causada principalmente pela redução na fabricação de etanol de cana-de-açúcar, ainda predominante no país. Embora tenham crescido a produção de biodiesel e de etanol de milho, o recuo do etanol de cana teve impacto decisivo sobre o resultado do segmento.

Referência: FGV/ Globo Rural

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