Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Transgênicos

Soja OGM nacional

CTNBio aprova comercialização da soja transgênica tolerante a herbicida produzida numa parceria entre a Embrapa e a Basf.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nessa quinta-feira (10) a liberação comercial do primeiro transgênico desenvolvido com participação nacional: a soja tolerante a herbicida produzida numa parceria entre Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a multinacional alemã Basf. A nova espécie, resultado de dez anos de pesquisa, deve concorrer com as variedades Roundup Ready (RR) da Monsanto, até então a única liberada comercialmente no Brasil. “É um enorme ganho para o País”, comemorou o coordenador da pesquisa, o geneticista e engenheiro agrônomo Elíbio Rech, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A expectativa é a de que a nova espécie transgênica esteja disponível para a safra de 2012.

Mas além do mercado nacional, a liberação de hoje feita pela CTNBio abre caminho para o registro do produto em mais de 20 países produtores de soja e seus derivados. Entre eles, a China. Naquele país, é preciso que a espécie transgênica seja liberada no país de origem para o início de qualquer avaliação. Uma etapa que agora já está cumprida. “Abre-se a perspectiva de um mercado grande. “É uma commodity importante, o Brasil só tem a ganhar”, completou.

No mercado interno, a oferta de uma nova espécie de soja transgênica trará dois ganhos significativos, avalia o pesquisador. Com concorrência, a tendência é de que haja uma redução no preço do produto. Além disso, há possibilidade de se fazer o uso alternado de espécies transgênicas, reduzindo assim o risco de resistência. “É o mesmo processo que ocorre com antibiótico. Não é recomendável usar sempre o mesmo tipo, justamente para evitar que o remédio perca o efeito.”

A nova soja contém um gene da Arabidopsis thaliana (uma planta usada para pesquisas em várias parte do mundo), que traz a resistência a uma classe de herbicidas chamada imidazolinonas. A resistência permite que o herbicida possa ser aplicado em toda a lavoura sem prejudicar a soja. Para desenvolver a espécie, o pesquisador usou um gene patenteado pela Basf, o ahas. A tecnologia para transformação genética da planta foi desenvolvida por Rech e patenteada pela Embrapa. Para desenvolver sementes adaptadas a mais de um tipo de solo e de clima, o cultivo foi feito em dez áreas diferentes do País.

Além do projeto para o uso tradicional da soja, Rech desenvolve há alguns anos uma linha de pesquisa para acrescentar propriedades terapêuticas à planta. “O maior ganho seria a redução de preço de medicamentos: é isso que estamos buscando”, conta. Entre os projetos, estão o de acrescentar à soja substâncias usadas no tratamento do câncer e no tratamento da aids

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