A queda nas exportações no país vizinho, em 2009, deverá alcançar 20%. Números refletem a crise internacional.
Exportações argentinas caem
As exportações argentinas fechariam este ano com um decréscimo de 20% em relação a 2008, segundo estimou ontem um informativo do Instituto de Estudos da Realidade Argentina e Latino-americana (Ieral), da Fundação Mediterrânea.
“O ano de 2009 poderá terminar com uma queda das exportações totais de 20% no ano, na média entre 2007 e 2008”, disse. O estudo avaliou que as exportações de manufaturas de origem industrial (MOI), e em particular as exportações de veículos, mostram “plenamente” o impacto da crise internacional. Da mesma forma, também mostraram “certa recuperação nos últimos meses”.
Também disse que as exportações de veículos em 2009 caíram 19%, mas “sinalizam fechar o ano com saldo positivo”.
Leia também no Agrimídia:
- •Roberto Cano de Arruda é homenageado em Itu e reforça legado na suinocultura paulista
- •Diálogo entre setor público e privado impulsiona cadeias produtivas de suínos, aves e peixes em MS
- •Sanidade e Agropecuária: Reino Unido intensifica combate à importação ilegal de carne e reforça medidas de biossegurança
- •Avicultura e Exportação: influenza aviária redefine comércio global de frango nos EUA sem colapso dos mercados
Efeito da seca
“Alguma coisa diferente ocorre com as exportações de manufaturas de origem agropecuária (MOA), influenciadas por condições climáticas adversas e também por excessivos ajustes e pressão tributária por parte do governo”, disse.
Neste sentido, afirmou que as exportações MOA também registraram em 9 meses uma queda de 11,5% em relação a 2008.
“No entanto, os dados mensais não são semelhantes devido a irregularidades que acabaram postergando as decisões de exportar produtos provenientes do campo”,completou.
Assim, explicou que em agosto e setembro de 2008 “foram atípicos” já que se conduziram exportações postergadas pelo conflito entre o governo e o campo, nos meses anteriores.
Por outro lado, o estudo mostrou que no ano de 2009 o campo se viu “afetado pela magra colheita 2008/2009 de 58 milhões de toneladas, pelo fator climático e também pelas intervenções públicas”.
O Ieral estimou que “assim como que durante o ano o valor das exportações industriais mês a mês ficou entre os níveis de 2007 e 2008, provavelmente os últimos meses do ano mostrem um comportamento similar, com exportações a um valor maior ou igual ao de 2007”.
Superávit recorde
Cabe recordar que, mesmo com a queda das exportações, a Argentina fechará o ano com um importante superávit comercial, produto da forte queda das importações.
Segundo informou na sexta-feira passada o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o balanço lançou um resultado positivo de 1.182 milhões de dólares, 16% a mais que em outubro do ano passado.
Nos primeiros 10 meses do ano passado, o intercâmbio comercial foi de superávit em 14.439 milhões de dólares, quase 30% a mais que o mesmo período de 2008.
A menor demanda pela recessão durante grande parte do ano e das políticas do governo para administrar a entrada de produtos do exterior acabaram contribuindo para conseguir estes números no meio da crise.





















