Grupo JBS pode captar até US$ 4,5 bilhões com emissão de bônus e ações. Empresa sinaliza a não entrada no mercado de frango do Brasil.
Oferta da JBS
O Grupo JBS, maior processador mundial de carne bovina, deverá divulgar em 30 dias os termos de uma captação privada de até 2,5 bilhões de dólares, informou ontem o presidente da companhia, Joesley Batista.
“Os US$ 2,5 bilhões da capitalização privada devem sair até o fim do ano… e, com o IPO do JBS USA, serão US$ 4,5 bilhões, se o IPO funcionar”, afirmou ele, comentando que os recursos seriam suficientes para reduzir o endividamento da empresa, mesmo considerando as dívidas de Bertin e Pilgrim”s Pride, adquiridas em setembro.
O IPO está previsto para acontecer em janeiro, quando também será feito um road show para apresentar o plano aos investidores, que visa especialmente a levantar recursos para melhorar a distribuição direta dos produtos da companhia.
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O presidente do JBS afirmou que os negócios de carne bovina de Brasil, Estados Unidos e Austrália estão melhorando, o que deve ter um impacto positivo nos resultados do quatro trimestre.
“Vamos assistir a um quarto trimestre acima da sazonalidade histórica. O quarto trimestre vai ser bastante melhor do que o do ano passado”, disse ele.
Ele ressaltou, entretanto, que vê uma “demora” na recuperação econômica da Europa.
Batista indicou que dificilmente a empresa deverá entrar no mercado de frangos do Brasil, fortemente dominado pela Brasil Foods. “A Sadia e Pergidão aqui toma um tamanho grande, que para uma empresa como nós, também grande, competir, começar lá pequenininho, é um negócio árduo; o Marfrig está tentando fazer isso, acho um negócio muito duro”, afirmou.
Ele desconversou ao ser questionado sobre a possibilidade de comprar o Independência, do ramo de bovinos e cujo processo de recuperação judicial foi recentemente aprovado.






















