Licença não automática já afeta fluxo na Fronteira Brasil-Argentina. Vizinhos reclamam do procedimento adotado.
Argentina reclama de limite para cargas
O fim da licença automática do Brasil na importação de 15 produtos alimentícios da Argentina, decretada no dia 14, causou reação de produtores e governantes vizinhos e já prejudica o fluxo de cargas na Fronteira. Ontem, o governo argentino solicitou reunião urgente para debater o tema, antes mesmo do encontro entre os presidentes Cristina Kirchner e Lula, agendado para 18 de novembro. Os fruticultores de províncias exportadoras estudam entrar na Justiça contra o Brasil. O governador de Mendoza, Celso Jaque, assinou decreto para ativar ações judiciais de cobrança de pagamento dos prejuízos provocados pelas restrições comerciais. Apesar de não admitir que a decisão brasileira é retaliação à Argentina, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse que espera, com isso, reverter entraves aos produtos brasileiros.
Com a decisão, centenas de caminhões com frutas frescas, grãos e alimentos foram barrados. Cem contêineres de farinha de trigo da Argentina aguardam a emissão de licença de importação no Porto Seco de Uruguaiana. Em Foz do Iguaçu (PR), há 180 cargas à espera de liberação. Ontem, 30 carretas foram autorizadas após dias de espera. O procedimento de transbordo e licença habitualmente demora 48 horas. Para evitar transtorno, a ALL já segura o envio de algumas cargas.
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