Relator da organização defende Sem-Terra e agricultura familiar no Brasil. Ele também critica monocultura de cana-de-açúcar.
ONU defende MST
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 16, o relator especial da ONU para Direito à Alimentação, Olivier de Schutter, defendeu o Movimento dos Sem Terra do Brasil. O grupo vive um momento polêmico devido à invasão à fazenda da empresa Cutrale (o latifúndio teve plantações e equipamentos danificados pelo MST). No Congresso brasileiro, a oposição está se organizando para criar uma CPI para investigar o grupo. A agência de notícias AFP informou que Schutter recomendou ao Brasil que apoie mais a agricultura familiar.
“O MST (Movimento dos Sem Terra)está aí para chamar a atenção sobre as dificuldades que muitos países enfrentam para sanar os problemas alimentares”, disse o relator em entrevista coletiva.
Recentemente, o relator visitou o Brasil por cindo dias e agora pede que agronegócio e agricultura familiar se conciliem. Schutter lembrou que além de produzir alimentos, estes negócios também têm funções sociais e ambientais.
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O relator da ONU também citou as grandes plantações de cana-de-açucar para produizr etanol. Segundo Schutter, este tipo de cultura tem contribuído para aumentar a concentração de terra. Além disso, esta monocultura proporciona condições precárias aos trabalhadores, disse o membro da ONU.
O relator pediu que o Brasil lidere um sistema de certificação ambiental internacional para os biocombustíveis.
Schutter considera a atuação do Brasil no combate a fome como exemplar, e citou dados que mostram uma redução de 73% no índice de desnutrição no País desde 2002 e de 45% na mortalidade infantil.





















