Uma proposta com alterações em sua normativa está sendo elaborada pelos suinocultores. Governo de SP credencia mais duas certificadoras.
Mudanças no Selo Suíno Paulista
Os suinocultores de São Paulo estão preparando uma proposta para modificação das normas do Selo Suíno Paulista, que atesta a origem e a qualidade do animal produzido nas propriedades certificadas do Estado. Uma reunião entre os produtores nesta quinta-feira (08/10) em Campinas (SP) vai debater as sugestões enviadas à Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) e deve fechar a proposta, que será encaminhada para análise do Grupo de Trabalho do Selo Suíno Paulista.
A ideia é readequar alguns pontos presentes na normativa, tornando o selo acessível a um maior número de granjas no Estado. “É normal propostas de alterações como estas, desde que não sejam contrárias ao próprio objetivo da normativa”, explica Nelson Pedro Staudt, secretário-geral das Câmaras Setoriais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Ele cita o exemplo do café, o primeiro produto a ter um selo dentro do programa Sistema de Qualidade Produto de São Paulo, da Secretaria de Agricultura. “A do café foi modificada e isto acabou trazendo ganhos ao setor”, afirma.
De acordo com Staudt, que tem acompanhado de perto as discussões em torno do Selo Suíno Paulista, a normativa foi bem-feita e teve a participação dos suinocultores, mas, na prática, ela não se mostrou efetiva. Tanto que desde sua criação em 2004, apenas três granjas conseguiram o selo: uma em Itu, outra em Brotas e uma terceira em Itararé, que deve receber oficialmente a certificação até o final deste ano. Outras seis propriedades já demonstraram o interesse direto em integrar o programa.
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Todo o processo, a partir da chegada da proposta ao Grupo de Trabalho, deve levar pouco mais de dois meses até a publicação da nova norma no Diário Oficial, passando a ser aplicada também nas granjas que já possuem o selo, no momento em que forem realizar a recertificação de suas propriedades. Atualmente, duas novas certificadoras foram credenciadas pelo governo do Estado de São Paulo. Além da Fundação Vanzolini, os suinocultores podem também optar pelas empresas BRTUV e SGS. “Agora os produtores terão a oportunidade de solicitar três orçamentos, fechando o contrato com a certificadora que se mostrar mais vantajosa a ele”, comenta Staudt.
Origem – O Sistema de Qualidade de Produtos Agrícolas, Pecuários e Agroindustriais do Estado de São Paulo – Selo Produto de São Paulo – foi instituído pela Lei 10.481, de 29 de dezembro de 1999. Ele atesta a qualidade e origem dos produtos produzidos no Estado por meio de certificações baseadas em normativas discutidas com o setor produtivo. As propriedades certificadas recebem um selo. A carne suína passou a integrar o programa em 2004.





















