Estado consolida liderança nacional na suinocultura com modelo integrado que impulsiona o desenvolvimento do Oeste catarinense e fortalece posição no mercado global de proteína animal
Santa Catarina produz mais que o dobro de sua população em suínos e lidera setor no Brasil

Santa Catarina se consolida como líder nacional da suinocultura e uma das principais referências mundiais no setor, com uma produção de suínos que supera mais do que o dobro de sua população. O desempenho reforça o peso estratégico do estado no agronegócio brasileiro e na cadeia global de proteína animal.
Esse volume expressivo é sustentado por um modelo produtivo altamente integrado, que combina produção rural tecnificada e forte presença da agroindústria, garantindo escala, eficiência e competitividade internacional.
O desenvolvimento do setor também teve impacto direto no crescimento do Oeste catarinense, principal região produtora do estado. Para o presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivanio Luiz de Lorenzi, a atuação das indústrias foi decisiva para a estruturação econômica regional.
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“Isso contribuiu para o desenvolvimento do Oeste catarinense. As indústrias foram importantes para agregar volume e renda nas propriedades rurais”, afirma.
Ele destaca ainda que o modelo integrado foi fundamental para viabilizar a atividade em uma região marcada por pequenas propriedades e desafios geográficos. “Sem esse modelo, a região enfrentaria mais dificuldades para se desenvolver, principalmente por conta do relevo e do predomínio de pequenas propriedades”, completa.
A escala de produção também chama atenção pela concentração de animais por propriedade. “Não é difícil entender. Uma terminação pode ter cerca de 500 animais, enquanto granjas de matrizes passam de mil fêmeas. Uma única propriedade pode concentrar mais de 5 mil suínos”, explica Losivanio.
Com forte base industrial, padrão sanitário elevado e alta competitividade, Santa Catarina mantém sua posição de destaque na suinocultura brasileira e global, impulsionando exportações e o desenvolvimento regional.





















