Influência que as embalagens exercem no consumidor é cada vez maior. Decisivas na hora da compra, elas têm recebido atenção especial.
O poder das embalagens
Que atire a primeira pedra quem nunca passou por situação semelhante. Você vai até o supermercado e se vê, sem necessidade, colocando no carrinho, por impulso, um produto que não estava em sua lista de compras.
Mero acaso? Não, o poder que as embalagens exercem no consumidor na hora da compra é cada vez maior. “A embalagem desempenha hoje influencia direta em como o consumidor percebe o produto. É possível afirmar que hoje elas [as embalagens] vendem quase tanto quanto o próprio produto”, afirma Álvaro Azanha, consultor de Desenvolvimento de Embalagens da Sadia.
Segundo Azanha, dada a sua crescente importância, as embalagens transformaram-se num item estratégico para a indústria alimentícia. Tanto é que as empresas vêm investindo cada vez mais no desenvolvimento de novas embalagens. “A Sadia foi pioneira nesse tipo de investimento. Não por acaso, foi a primeira empresa de alimentação a disponibilizar embalagens com leitura braile”, afirma o consultor. “Hoje, por exemplo, o mesmo que a Sadia investe em frete, gasta com o desenvolvimento de novas embalagens”.
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Desafios – De acordo Azanha, as embalagens precisam aliar atributos como boa aparência, design, praticidade, conveniência, garantia de qualidade e segurança. “A embalagem tem que aliar praticidade e funcionalidade. Ela tem que contribuir no processo de encantamento do cliente”, afirma Azanha. “Até porque, em muitos casos, ela é a única ferramenta de promoção nas gôndolas dos supermercados”, afirma.
Segundo com o consultor da Sadia, o setor de embalagens tem grandes desafios pela frente. Diferenciar e agregar valor ao produto, antecipar-se às necessidades dos compradores e fidelizar os consumidores num mercado altamente competitivo são alguns deles. “Os consumidores modernos são embaixadores das marcas que adotam. Eles são cada vez mais antenados, gostam de novidades e valorizam as empresas que colaboram com a comodidade”, afirma Azanha. “E as embalagens têm um papel cada vez mais importante num mercado competitivo como é o de alimentos”, finaliza.





















