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Nutrição

Lucro menor

Mercado de rações prevê volume de vendas maior, porém receita deve cair por causa da diminuição da base tecnológica na criação de animais.

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A indústria brasileira de nutrição animal mantém a aposta em crescimento em 2009 dos volumes comercializados, apesar do decréscimo registrado nos primeiros meses do ano. O que não deve crescer é a receita, em um momento de diminuição da base tecnológica na criação de animais, o que tem afetado os preços, segundo avaliação do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).

Entre janeiro e abril, a demanda total por rações no país foi de 16,6 milhões de toneladas, volume 5,9% menor que as 17,6 milhões de toneladas do primeiro quadrimestre de 2008, segundo a entidade. Em fevereiro, o sindicato projetou crescimento de 5% dos volumes do setor neste ano, para 63,9 milhões de toneladas. O setor encerrou 2008 com produção de 60,8 milhões de toneladas.

“O primeiro trimestre foi fraco, como se esperava, mas o mês de abril já mostrou alguma recuperação”, afirma Ariovaldo Zanni, diretor-executivo do Sindirações. “A rentabilidade é que tem piorado por conta do aumento dos custos”. A indústria movimentou cerca de US$ 16 bilhões em 2008, desempenho que deverá, no máximo, ser igualado neste ano, a julgar pelo andamento do mercado até o momento, afirma o dirigente.

A onda mais recente de altas dos preços de milho e soja – em, em consequência, do farelo dos dois grãos, matéria-prima básica para a produção de ração animal – fez com que muitos produtores reduzissem a “tecnologia nutricional”, argumenta Zanni, o que tem comprimido os preços e levou à aposta de que o faturamento do setor não deverá repetir o registrado em 2008. “Ainda falta meio ano para o fim de 2009. É difícil fazer projeção [sobre faturamento], mas o ciclo de prosperidade do setor se quebrou em setembro do ano passado”.

A possibilidade de retomada de mercados para a carne brasileira no exterior, onde a demanda recuou como desdobramento da crise econômica, é um dos fatores que mantêm a perspectiva do Sindirações de que os volumes crescerão até dezembro. Também há evidências de aumento do alojamento de pintinhos – a avicultura é a atividade que mais consomo ração animal no país. No primeiro quadrimestre, a demanda por ração para frangos de corte recuou 8,8% em comparação com o mesmo período de 2008.

Na suinocultura, diz o dirigente, o Brasil deve ganhar mercados no exterior após a interrupção de exportações americanas, consequência do surto da gripe A (H1N1). A demanda por ração para suínos subiu apenas 0,7% entre janeiro e abril, segundo o Sindirações.

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