Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Bolsa de Chicago ignora fundamentos

Bom exemplo disso foi o relatório de oferta e demanda que o USDA divulgou na manhã da quinta-feira passada.

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Redação (16/12/2008)-  Os investidores que atuam na Bolsa de Chicago andam ignorando os fundamentos que costumavam direcionar as cotações de commodities como milho e soja. Bom exemplo disso foi o relatório de oferta e demanda que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou na manhã da quinta-feira passada.

O USDA fez um corte profundo na estimativa de uso de milho para etanol, reduziu as exportações e, com isso, aumentou os estoques norte-americanos de 28,5 milhões para 37,4 milhões de toneladas, um avanço de 31% em um único mês. O cereal tinha tudo para desabar. Mas, influenciado por outros mercados e por compras técnicas, subiu até 11,25 pontos. Para a soja, o órgão reduziu a previsão de esmagamento dos EUA na temporada 2008/09. Mas, como houve um pequeno incremento na estimativa de exportações, que compensou a queda no esmagamento, o consumo total e os estoques finais acabaram ficando inalterados. No quadro mundial, a única alteração digna de nota foi a redução da safra do Brasil, que passou de 60 para 59 milhões de toneladas. Resultado: influência zero sobre o mercado da soja.

No entanto, a oleaginosa também subiu no pregão daquela quinta-feira. O que deu fôlego às cotações da soja e do milho foi o desempenho excepcional do petróleo, que subiu 10,3% e voltou para US$ 47,98, e a perda de fôlego do dólar, que recuou 2,1%. Por trás disso tudo, movimentos de correção técnica, a expectativa de um corte profundo na produção dos países da OPEP, que se reúne nesta semana, e a melhora de humor com a aprovação, pela Câmara dos Deputados dos EUA, da ajuda bilionária às montadoras.

Ocorre que, na noite da mesma quinta-feira, o Senado vetou o socorro às gigantes da indústria automobilística. Por isso, voltando à soja, é importante lembrar que as altas da semana passada foram, em boa medida, reação à nova mínima do ano na primeira semana de dezembro, de US$ 7,7625 no contrato jan/09. O movimento já era esperado e vinha sendo reforçado pela influência positiva de outros mercados. E é aí que mora o problema, já que o comportamento dos investidores em tempos de crise é absolutamente bipolar, indo da euforia à depressão em minutos, independentemente dos fundamentos.

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